sexta-feira, 23 de outubro de 2015

XANDE DE PILARES & AMIGOS

Xande de Pilares está compondo com um montre de gente: Roberta Sá, Zélia Duncan, Jota Quest... E vêm parcerias aí com Erasmo Carlos e Carlinhos Brown.

Essa matéria que fiz para O Dia vai perder a validade amanhã (já que fala do show que ele vai fazer hoje no Imperator, no Méier) mas acho que vale a leitura.





EDSON & HUDSON

A dupla Edson & Hudson abriu o coração pelo menos um pouquinho para mim no O Dia.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

BRUNA VIOLA

Novinha, linda e alta, ela poderia ser modelo ou atriz, mas é violeira. E reconhecida até pela saudosa Inezita Barroso.

Bati um papo com Bruna Viola em O Dia. Leia aí.



ROBERTA SÁ

Roberta Sá volta ao samba e inicia parceria com Xande de Pilares em novo disco.

Fiz matéria no O Dia. Leia aí.


AS FARSAS DOS MOÇOS DA CAPELA

Bati um papo com o escritor Carlos Hiram Goes de Souza, que tá lançando um romance histórico sobre a Igreja Católica em Portugal, As farsas dos moços da capela.


MOTT THE HOOPLE EM DOCUMENTÁRIO

O Mott The Hoople é considerado uma das melhores bandas do mundo. Mas só lá fora. No Brasil, muita gente desconhece a banda, ou despreza, ou simplesmente não está nem aí.

Ian Hunter, principal compositor do grupo por vários anos, é um dos maiores contadores de histórias do rock. No Brasil, ele é simplesmente subestimado ou desprezado por muitos. Quem gosta muito dele é Marcelo Nova, que o citou nominalmente na letra de Lena, música de 1985 do Camisa de Vênus - por sinal, plágio descarado de Trudi's song, balada do Mott. O Camisa também deu uma bela chupada em The ballad of Mott The Hoople (música na qual o Mott praticamente anuncia seu fim, dois anos antes da saída de Hunter) para fazer a letra de Chamam isso rock´n roll.

De certa forma até dá para entender a incompreensão. Quase todas as vezes em que tentei mostrar músicas deles para amigos, ouvi comparações desfavoráveis do grupo em relação a Queen, Rolling Stones e até Aerosmith. O Mott veio do pré-heavy metal, achou um terreno seguro (em termos) no glam rock por intermédio de David Bowie e acabou virando grande influência de grupos punk. Whizz kid, música deles de 1972, traz um dos primeiros usos da palavra "punk" numa letra de música, por sinal. Mais: letras como Alice e Hymn for the dudes contam histórias um tanto agridoces e pessoais demais para serem captadas numa só audição. Hunter é craque em mostrar o lado cruel e desumano de situações que, à primeira vista, parecem felizes e glamourosas.

Vale dizer que o passado pré-glam do grupo já não era dos mais sólidos. A banda gravou quatro discos ignorados, com poucas resenhas (quase todas negativas). Em 1972, lançando o disco Brain capers (melhor desempenho da banda até então, com boas críticas e más vendagens), fizeram um show num posto de gasolina para uma plateia pequena e entediada. Quase terminaram a banda aí. David Bowie, fã do grupo, lhes fez uma surpresa mandando uma música inédita, All the young dudes, e o Mott continuou por alguns poucos anos.

O Dangerous Minds, que considero um dos melhores blogs do mundo, desenterrou das profundezas do YouTube o documentário da BBC All the young dudes - The ballad of Mott The Hoople, e o publicou com um pequeno histórico da banda. Vi esse doc há alguns anos e traz entrevistas com quase todo mundo que interessa ouvir sobre o grupo. Se você nunca ouviu nada deles, uma ótima chance para descobrir a banda.

Vale informar que Ian Hunter, aos 76 anos, continua fazendo turnês solo e lançando álbuns. Esperar que um Rock In Rio da vida se lembre dele e o coloque pelo menos no Palco Sunset é exagero, enfim. Ou não?

MIELE (1938-2015)

Nunca entrevistei Miele. Uma pena.

Outro dia numa mesa de bar estava conversando com amigos sobre essas novidades do showbusiness como crowdfunding, produtores culturais MUITO folgados (já viu a recente promoção que fizeram pedindo empréstimo de um equipo para um conhecido guitarrista?), leis de incentivo, etc.

O tema é atualíssimo. Vivemos uma época em que até artistas que estão em grandes gravadoras fazem crowdfunding para viabilizar turnês e shows dados fora do Brasil para o qual não terão pagamento de traslado e hospedagem. A conclusão que chegamos é que seria ultranecessário um livro contando a história do marketing cultural no Brasil, para entender o que está acontecendo hoje e tentar explicar certas coisas.


Uma grande pena é que, com a morte de Miele, quem resolver escrever este livro perdeu uma fonte importantíssima. Produtor e diretor de shows desde sempre, teria muitas histórias para contar, desde a época em que dividia as noites do Beco das Garrafas com Ronaldo Bôscoli, passando pelas primeiras produções de shows para Roberto Carlos (para viabilizar o show de 1969 do cantor no Canecão, chegou a ir pessoalmente em agências bancárias para pedir empréstimos) e chegando aos programas que apresentou na TV. Recentemente, quem é fã de Miele pôde vê-lo em duas aparições bem interessantes. Fez o milionário Jack Parker na novela Geração Brasil e, involuntariamente, arrancou risos com as caras de estranhamento que fazia ao observar o famigerado churrasco de melancia de Bela Gil no programa Bela cozinha, do canal GNT.

Eu não sei se teria muito a acrescentar a respeito de um cara com quem eu não cheguei a conversar, mas uma das minhas atribuições nessa semana foi justamente escrever o obituário de Miele. Uma função que todo jornalista precisa encarar de surpresa quando alguém conhecido morre, e que ninguém faz com prazer. As linhas que escrevi sobre o ator-apresentador-produtor-diretor-show-de-um-homem-só foram parar no caderno geral do O Dia

Daí seguem abaixo os depoimentos de três pessoas que entrevistei para o obituário, o conheceram pessoalmente e que têm muito a falar sobre Miele. Como não saiu tudo publicado no jornal, acho que vale a leitura. Em época de crise e de indefinição profissional para quase todo mundo da minha profissão, nada como ler sobre um cara que apostou nos próprios talentos e disse: sim, é possível.

"O tamanho do currículo do Miele é incomum. As pessoas não têm noção, mas ele veio da era do rádio. Uma vez ele até falou pra mim: 'Eu estava no rádio e de repente me ligaram falando que tinha um negócio chamado televisão. E me chamaram para ir para lá'. Pô, o conceito de pocket show foi criado por ele, foi desenvolvido por ele no Brasil. Até questões como marcação de luzes... isso tudo veio dele. 

Se eu for pensar num adjetivo, diria que ele é um homem renascentista. Tinha muitos talentos e fazia tudo muito bem. A cada mudança de geração ele era redescoberto de alguma maneira. Na década de 80 teve os programas da Manchete, na de 90 teve o Cocktail, do SBT - ele até falava que era o Xuxo, porque a molecada vivia atrás dele por causa do programa. Na década passada teve o Mandrake, que ele fez com o Marcos Palmeira... Desde os anos 50 o Miele tinha alguma coisa para mostrar, ele fez parte da história do entretenimento. Inclusive na música, com a Melô do tagarela, que foi um dos primeiros raps brasileiros.  Ou quando ele tirou a barba, pago pela Gillette. Tinha também as peladas dele, célebres, em que ele jogava com Marinho Chagas, Carlos Alberto Torres, Paulo Cézar Caju. Produzi com ele o show Elis 70 e vi ele tirar um roteiro do zero!

É estranho falar da morte dele, porque Miele não combina com tristeza. A sensação que tenho é de que ele morreu de repente, tendo muito ainda a fazer. Ele era representante de um Brasil muito interessante. Se ele estaria milionário se morasse nos EUA? Sim, ele e muitos outros. O Miele era uma esquina de fatos e de pessoas, um cara que unia tudo. Apesar de ter um currículo gigantesco, não tinha nada de nostalgia com ele. E ele não colocava esse currículo entre ele e a pessoa que estava com ele. Ele tinha uma curiosidade muito grande a respeito de tudo. Jamais imaginaria o Miele dizendo 'isso aqui eu sei fazer, deixa comigo'. Não era possível isso sair da boca dele. O Miéle era uma máquima de produzir, era muito ligado em tudo, na internet. Fico feliz de poder falar dele. É tanta gente importante que passa despercebida..."

(João Marcelo Bôscoli, produtor)

"Miele era a televisão. Um cara que jogou sua alma a serviço da arte. Único. Incrível. Uma perda grande, mas o céu vai virar vip. E as festas vão continuar. Miele gravou - contracenando com a minha mãe - no meu clipe de Remédios em 2013. Participou de três shows meus. Muito amigo do meu empresario Luiz Paulo Assunção. Sempre muito educado, engraçado e solícito. Gravamos juntos o programa da Fátima Bernardes também. Muito gente boa. Como disse, o céu está uma festa agora. Sem dúvida. Aqui fica mais triste".

(Rodrigo Santos, músico)

"Eu conheci o Miele no apartamento do Fred Falcão, nas reuniões que ele fazia e chamava gente como Pry Ribeiro, Claudia e Os Cariocas. Quando decidi escrever o livro sobre o Bôscoli, entrei em contato com a família para ver se autorizavam, mas também com Miele. Pra mim, Miele era um irmão do Velho (como Bôscoli era chamado). Ele sempre se emocionava lembrando de histórias. Não só ao lembrar de Bôscoli, mas Elis, Simonal, Vinícius, Tom. No segundo andar da casa dele tem uma boate que ele construiu, com piano, equipamento de som, mesas... e um bar, onde na parede tem uma galeria de fotos com todos os amigos que passaram pela vida dele. E isso era uma parte bonita, mas ao mesmo tempo triste, pois ele era um dos poucos ainda vivos. 

Na semana passada, ele visitou o Fred Falcão e disse que era um sobrevivente. Mas é bom frisar que embora tenha essa parte triste, as novas gerações o abraçaram. O público jovem o adorava. Andar com ele era uma coisa surpreendente.  Todas as portas se abriam. E sempre com sorrisos. As pessoas o reconheciam e começavam a sorrir para ele"

(Denilson Monteiro, biógrafo de Ronaldo Bôscoli, pesquisador e escritor)


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

LEXA

A funkeira Lexa, que lança CD, está solteiríssima, diz que a fama afugenta pretendentes mais novos e, ex-aluna de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reclama dos trotes violentos e das greves. "Entendo o lado dos professores. O professor é a estrutura do país e o Brasil não dá uma estrutura para eles. É uma desigualdade absurda. Mas os alunos acabam sendo prejudicados com a greve. Em federal é ‘estudem os capítulos tal, tal e tal. Cai na prova. Se virem!’. Quem viveu isso, sabe.”



Matéria minha no O Dia.

OU TUDO OU NADA

- Caralho, Schott. Que porra é essa?

- Caralho, não. São SEIS caralhos, na minha matéria de hoje do O Dia. O filme The full monty chega ao teatro carioca com o musical Ou tudo ou nada, que traz seis caras desempregados, à procura de dinheiro para pagar as contas e que resolvem montar um show de strip tease, com todos peladões no final, assim como no filme. O diretor Tadeu Aguiar e o ator Mouhamed Harfouch dizem que, na vida real, a coisa também não está fácil.





sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A BIOGRAFIA DE LUAN SANTANA

Não faço a mínima ideia de quem seja Ricardo Marques. 


Perguntei a vários amigos meus e todos dizem que não sabem quem ele é, e tem gente que acha que é pseudônimo de alguém. Em todo caso, ele acaba de escrever a biografia não-autorizada do sertanejo Luan Santana, lançada pela Record e (detalhe) não vai dar entrevistas. Ao que parece, é um jornalista que, apesar de ter conseguido apurar vários detalhes sobre a vida do sertanejo e de estar lançando o primeiro livro sobre ele, é tímido e não gosta de exposição pessoal. Estranho.

O projeto começou, na verdade, autorizado pelas mãos do ex-empresário do cantor, Anderson Ricardo. Anderson, como se sabe, já não está mais na equipe de Luan há alguns anos. O livro foi abandonado na época, mas  foi retomado pelo autor há pouco e oferecido para a Record. Ricardo tratou de reescrever e atualizar todo o material.

Apesar de ser uma bio não-autorizada, quem quiser mais detalhes sobre casos escabrosos, histórias de bastidores e coisas parecidas, nem deve pensar em levar o livro para casa. Por lá, descobre-se que Luan quase foi sequestrado por "empresários" paraguaios e que o cantor e sua equipe costumam usar um dialeto bizarro inventado por eles mesmos para se comunicar na estrada. A biografia reconhece como namorada apenas a mesma Jade Magalhães de sempre - com quem o cantor por sinal acaba de reatar. Casos aventados pela mídia, como os que teria tido com modelos e ex-BBBs, sequer são citados como boatos.

Enquanto você pensa sobre qual a vantagem de haver uma biografia não-autorizada tão chapa branca, e sobre quem diabos é esse tal de Ricardo Marques, leia aí a matéria que escrevi para o jornal O Dia a respeito do livro.







PLINIO MARCOS

Tá rolando leitura de textos do saudoso e necessário Plínio Marcos na Casa da Gávea. Toda segunda-feira.

Começou semana passada e vai até o fim do mês. Tem até no dia 12, feriado.

Matéria minha no jornal O Dia de segunda passada.

Aproveitem.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

HOLLYWOOD VAMPIRES NO ROCK IN RIO: O GRANDE SHOW PARA O QUAL GERAL CAGOU

Alice Cooper no Rock In Rio, em clique da amiga
Cacau Fernandes (foto usada sem autorização)


Um timaço de roqueiros liderado pelo crooner Alice Cooper (com a voz cada vez mais em forma) e incluindo nomões como Joe Perry (Aerosmith), Matt Sorum (The Cult/Guns N Roses), Duff McKagan (Guns N Roses), além de convidados como Zak Starkey (filho de Ringo Starr, afilhado de Keith Moon, do Who - e hoje ocupando o lugar que foi do padrinho na banda). E ainda o gatão das gatinhas Johnny Depp, na guitarra e fazendo até uns solinhos. Essa turma toda deu uma baita aula de história no Rock In Rio, na última quinta-feira, e fez o melhor show do festival.

São os Hollywood Vampires, cujo nome descende de uma confraria de roqueiros bebuns dos anos 70 (gente como Alice, Moon, John Lennon, Harry Nilsson e Elton John) e que retornou agora num projeto de turnê e CD, feito para homenagear os amigos dessa época que já não estão mais aqui. Se você não assistiu ao show, nem ao vivo nem na transmissão do canal Multishow, olha sua chance aí.




Apesar de Alice Cooper ter prometido em entrevistas que "todo o disco e mais umas quatro músicas" estariam no show, não foi bem isso o que aconteceu. Algumas músicas do disco não entraram. Senti falta de clássicos como Come and get it, composto por Paul McCartney (e gravado com participação do próprio no disco dos Vampires) para o Badfinger em 1970. Ok, abrir o show dos Queens Of The Stone Age e do System Of A Down com uma balada power pop lindíssima talvez não desse certo, compreendido. Como a intenção do projeto era homenagear amigos que tombaram diante dos velhos vícios, uma canção recuperada para show e disco vai fundo na emoção: Cold turkey, de John Lennon, duro relato sobre a crise de abstinência da heroína. O set list, se você está curioso para conhecer, segue aí.




Não era show para qualquer zé mané. Zak Starkey, com uma cabeleira igual a que o pai ostentava nos anos 60, espancou seu simplificado kit de bateria na versão de I'm a boy, do Who. O grupo relembrou a latinesca I got a line on you, do Spirit, um daqueles sucessos do rock que dão orgulho a qualquer pessoa que tenha por volta de uns 70 anos e lembre de quando essa música foi lançada. Alice Cooper deve ter visto um filme passar diante dos olhos ao lembrar Jeepster, do T. Rex, para uma plateia que mal deve ter ouvido falar do grupo, monolito do glam rock dos anos 70

O problema é que haviam muitos zés manés que vibraram apenas quando Alice lembrou seu sucesso School's out, mesclando-o a Another brick in the wall, do Pink Floyd. Ou quando a banda atacou Whole lotta love, do Led Zeppelin. Sem falar nos zés e marias manés que passavam o show inteiro um tanto apáticos e só vibravam quando Johnny Depp, bastante humilde e participativo no palco, se aproximava do público ou posava para as câmeras. Aliás, para muitos, aquele era basicamente o show "do Johnny Depp". Dava para perceber isso só escutando as conversas de algumas pessoas do público.

Nem isso conseguiu estragar o fato de que os Hollywood Vampires fizeram 85 mil pessoas (é a média de público esperada por dia do Rock In Rio) conhecerem uma época em que parecia que o rock era mais divertido e perigoso. Pelo menos parecia. Hoje, com raras exceções, nem parece. 

DONA IVONE LARA

Um errinho na matéria abaixo: Dona Ivone Lara - A primeira dama do samba foi, na verdade, lançado pela editora Sonora, e não pela Casa da Palavra.

Dito isto, segue o papo que bati com Lucas Nobile, que escreveu a recém-lançada biografia da cantora. E não perca o livro.




SALIF KEITA

Quando Chico César ouviu Salif Keita, ele dançou. Agora, você também vai poder fazer o mesmo. O músico malinês (nasceu no Reino do Mali, na África) se apresenta ao ar livre e de graça neste fim de semana na etapa de Paraty do MIMO, festival de música instrumental.

Confira o papo que bati com Salif para o jornal O Dia.