segunda-feira, 30 de março de 2015

JAZZ IN RIO

O amigo Leandro Souto Maior fez no sábado uma matéria sobre os shows de jazz que iriam rolar no fim de semana no Rio.

Ok, já passou tudo, mas como coloco todas as minhas matérias aqui, fica aí o registro.

E no caso é "minha" matéria por causa de um box-entrevista com João Donato e o cubano Chucho Valdés, que se apresentaram ontem no Rio.

Curtam aí.





DOSSIÊ BOCA

Repleta de histórias bizarras e lançamentos feitos a toque de caixa que rendiam (muita) bilheteria, a Boca do Lixo paulistana vem sendo pesquisada pelo jornalista paulistano Matheus Trunk. A busca já rendeu dois livros, O coringa do cinema, sobre a vida e a obra do faz-tudo do cinema Virgilio Roveda, e esse Dossiê Boca, que virou matéria do jornal O Dia.


BAIANASYSTEM

Um papo com a turma da banda baiana BaianaSystem - que Marcio Victor, do Psirico, define como a maior novidade musical vinda lá daqueles lados. Saiu em O Dia.


sexta-feira, 20 de março de 2015

LUIS PIMENTEL

Bati um papo com o escritor, jornalista e colunista do DIA Luis Pimentel, que lança novo livro.


QINHO

Papinho com Qinho (ai), que lança novo disco em show no Rio neste fim de semana.


quinta-feira, 19 de março de 2015

NÃO, RESTART NÃO ERA BOM

Nem nunca vai ser. Acho difícil que o grupo (que, você deve saber, anunciou essa semana uma pausa nas atividades, após sete anos de carreira) ganhe o mesmo benefício da dúvida ao qual tiveram direito bandas outrora detonadas, como Abba, Queen e Black Sabbath. Mas não vai tarde, como dizem alguns detratores. 

Entrevistei os garotos em algumas ocasiões, pessoalmente, por telefone e e-mail (duas delas aqui e aqui) e sempre foram pessoas gente boa, lúcidas, com boa visão do mercado, maduras em se tratando de moleques bem novos. E que aproveitaram a situação enquanto deu. Lidar com um tipo de som que fica na moda e se esvazia rapidamente (o tal do happy rock, que era uma torção feita nos já conhecidos emo e pop-punk) é sempre complicado. Não que não houvesse nenhum talento artístico no Restart, mas talvez eles não tenham sido tão espertos assim na hora de fazer o publico que deu fama ao quarteto crescer junto com eles. E, cá para nós, não é algo que se consegue fazer tão facilmente hoje em dia, certo?

Ficam talvez as lições dadas por uma banda que soube bem usar as redes sociais, que fez de tudo para chegar até onde seu público estava e que não teve a menor vergonha de mirar a si própria como um pôster estampado na parede - algo que dá certo no rock desde os tempos de glória de reis como Elvis Presley, Beatles e David Bowie, e que é visto com (injusta) desconfiança no rock nacional, ainda mais em tempos de músicos barbudos e Foras do Eixo. Talvez faltassem a eles canções verdadeiramente boas (ou não, perguntem ao público deles). Será que dá para reduzir tudo dessa forma?

Esse fim, honestamente, me cheira mais ao seguinte: o grupo cresceu e parou de se identificar com seu próprio som, e passou a não se enxergar mais no seu próprio público ou naquelas roupas coloridas do primeiro álbum, ou na tentativa de fazer o jogo virar das músicas que se seguiram. E se chocou com o próprio passado e, quem sabe, as próprias possibilidades. 

Duvido muito que algum dos músicos resolva falar do assunto com esse nível de sinceridade, mas um sinal forte já podia ser visto no último clipe da banda, Cara de santa, em que o quarteto contracenava com uma boneca em 3D que fazia pole dance e até sugeria sexo oral no guitarrista Koba. E isso porque (em tempos bastante complexos) era o Restart, uma banda com público majoritariamente feminino e menor de idade, e não os Raimundos ou o Charlie Brown Jr. Vale citar que o próprio Restart já parecia desconfiar de seu prazo de validade quando desistiu da ideia de fazer um filme sobre si próprios. Seria uma situação naturalmente demorada, tensa e cara, e o risco de produzir uma Cinderela baiana do happy rock não era pequeno.

Enquanto isso, vida que segue, muita gente sequer sabia - se bobear até muitas fãs da época em que o grupo começava - que o Restart ainda existia, quanto mais que tinha dado um tempo em suas atividades. Normal no rock, normal na música em geral. O Rare Earth, grande banda branca de soul psicodélico contratada nos anos 70 pela Motown (e que fez enorme sucesso no Brasil com músicas como I just want to celebrate) continua por aí fazendo shows e tem apresentações marcadas para este ano. Muita gente nem sabe. No Brasil também tem. O Eddie, grande banda recifense dos anos 90, ainda está por aí e se prepara para lançar o sexto disco, Morte e vida, o primeiro gravado em Olinda. Até o Joelho de Porco, instituição galhofeira-roqueira dos anos 70, está de pé e costuma fazer shows, liderados pelo vocalista Próspero Albanese. 

E só para aderir, vamos lá: #obrigadorestart. Voltem logo, mas voltem com disposição. E façam uma música que dê para eu ouvir.

quarta-feira, 18 de março de 2015

ROBERTINHO DO RECIFE E O YOUTUBE

Fui bater um papo com Robertinho de Recife sobre o show que ele vai fazer abrindo para o Judas Priest e para o Accept no Vivo Rio (no dia 23 de abril), e sobre a volta de seu grupo Metalmania - que retorna totalmente modificado e dedicado a um belo heavy metal instrumental - e voltei do papo com uma novidade bem estranha: ele está pedindo aos fãs que postaram vídeos seus no YouTube para retirarem todos.

Até aí nada demais, que Robertinho sempre foi brigão e polêmico. Lembro até hoje de uma entrevista que ele deu para a sempre equilibrada revista Amiga, nos anos 80, em que ele meteu o pau em meio mundo do rock brasileiro. Disse que a Blitz tocava mal, que Paula Toller era uma péssima cantora, enfim meteu o pau em todo o mundo. E vamos lá, nos anos 70 e 80 todo o mundo falava mal de todo o mundo. Ao contrário de hoje em dia, em que qualquer atrizeca da Globo faz questão de mostrar que ama e respeita todos os colegas, naquela época era impossível pegar uma entrevista sem que alguém saísse criticado ou simplesmente esculachado. 


Robertinho não detonou geral, mas fez questão de falar muito comigo sobre sua fama de brigão, e lembrou das vezes em que baixou o cacete dentro de gravadoras. Desconfirmou a lenda de que teria subido na mesa de um executivo da CBS e feito xixi em cima do cara. Mas como o assunto virou para a questão dos vídeos (e para a recente retirada de músicas de Roberto Carlos e Ana Carolina de sites de letras e cifras), fui tratar de escutar outros artistas sobre o assunto, além do próprio YouTube. Acho que ficou bem legal e deu um espaço interessante para um dos nossos heróis destemidos da guitarra, na capa do Caderno D de domingo do jornal O Dia.

Confira aí.

terça-feira, 17 de março de 2015

ELIS REGINA 70 ANOS

Capa de hoje do Caderno D de O Dia: os 70 anos de Elis Regina ganham comemoração com biografia (biografia fodaça, diga-se de passagem), site completíssimo, show e etc. Leia tudo aí.


BIQUINI CAVADÃO

Você provavelmente não sabe disso, mas o Biquini Cavadão está em algum canto nesse momento planejando uma turnê pelo país - e com vários shows na agenda. Sem tanta mídia quanto nos anos 80 e 90, eles mantém uma enorme base de fãs e continuam por aí se apresentando nos mais variados lugares, e sempre para plateias lotadas. Agora completam trinta anos com o DVD Me leve sem destino.

Confira aí uma entrevista rápida que fiz com Bruno Gouveia, vocalista do grupo, para O Dia.



TERRAÇOS

Segue aí a matéria que fiz semana passada para o Guia Show e Lazer sobre as diversões em bares-restaurantes-bistrôs etcs que têm terraços ao ar livre.

Divirta-se e programe-se.












SAMBRA - DIOGO NOGUEIRA

Diogo Nogueira estreia como ator de musicais em SamBra, peça que resume 100 anos de história do samba, e que estreia esta semana. Segue matéria que fiz no O Dia. Roqueiros, fujam daqui!! (mas voltem)



quarta-feira, 11 de março de 2015

E O MUSICAL DO CHORÃO?

Os recentes musicais sobre Cazuza e Elis Regina tiveram uma grande vantagem: a de falar sobre eles para uma plateia que, muitas vezes, mal chegou a vê-los ao vivo no palco. Ou não os vê há muito tempo. O que dizer de um musical sobre Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr, que morreu há dois anos? Será que vai rolar? E o público que tem uma lembrança ainda nítida do que era o cantor no palco, será que vai ser convencido?

Enquanto você pensa sobre isso, leia a matéria que fiz há dois dias sobre Dias de luta, dias de glória, musical que conta a vida de Chorão e que estreia essa semana em São Paulo. No segundo semestre, a peça vem para o Rio.



segunda-feira, 9 de março de 2015

SOBRE INEZITA BARROSO (1925-2015), TOMARA QUE ALGUÉM LEMBRE QUE

a cantora, símbolo de um Brasil mais interiorano e (no mais do que bom, excelente sentido da palavra) caipira, teve lançada há alguns anos uma caixa com 6 CDs, O Brasil de Inezita Barroso.

O jornalista e pesquisador musical Rodrigo Faour compilou 89 fonogramas tirados dos primeiros LPs de 10 polegadas lançados por ela pela antiga Copacabana. A caixa foi licenciada por três anos para a empresa de fabricação de CDs Microservice (via EMI, que detém hoje tudo da Copacabana) e pode ser encontrada ainda por aí. Pegue logo antes que suma de vez do mapa.

Recentemente, Inezita completou 90 anos. O pesquisador musical Marcelo Froes soltou um justificado veneno outro dia no Facebook dizendo que ela tinha feito nove décadas e ele não tinha tido a chance de abrir os jornais para ver os cadernos especiais, a programação de documentários e as reportagens. Bobeamos todos, inclusive eu, de não dar atenção à data. Uma grande pena. Vale dizer que, para chorar a morte de Inezita com mais sustância, há vídeos bem legais no Youtube, incluindo edições recentes do Viola minha viola, que ela apresentava há anos na TV Cultura. Aqui, ela apresenta a bela violeira Bruna Viola (desculpe a repetição de palavras).

E, sim, uma puta brincadeira estranha do destino que Inezita, tida como a primeira mulher a gravar uma moda de viola, saia de cena justamente no Dia Internacional de Mulher. Sou a favor de que se celebre Inezita como se celebram vários ícones do feminismo hoje em dia. E consigo entender, lá do meu jeito tosco, que sem ela, nada de Rita Lee, nada de Leila Diniz, nada de nada. 

118 DIAS

Se você pretende seguir a carreira de jornalista, ou está vivendo esse verdadeiro vale-tudo que virou a profissão - e ainda por cima está assombrado com a polarização esquerda x direita, cada vez mais caricatural - vale assistir a 118 dias, estreia cinematográfica do ator, produtor e apresentador do programa humorístico The Daily Show, o norte-americano Jon Stewart. É uma história real, baseada em livro do jornalista iraniano (morador de Londres e repórter da revista Newsweek) Maziar Bahari, relatando o períoido em que ele voltou a seu país para cobrir a duríssima disputa eleitoral entre o presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad e o opositor reformista Mir Hussein Mussavi.

Logo ao chegar, ele se envolve com uma turma revolucionária que vive em um subúrbio de Teerã e instala antenas parabólicas clandestinas no terraço de uma casa - uma espécie de tráfico de informações que chamam de "universidade antena". É ao lado deles que Maziar assiste às manifestações populares que rolam em Teerã assim que Ahmadinejad ganha as eleições e começa-se a falar de fraude eleitoral. Usando um celular, ele capta imagens da manifestação, transmitidas para a televisão. Acaba preso por espionagem e sofre diversas torturas psicológicas. Além de apanhar muito, e de um torturador bem enigmático que ele apelida de Rosewater - água de rosas - por causa do seu perfume. E com quem desenvolve um relacionamento baseado em jogos psicológicos (da parte do próprio Maziar) e muita ironia.

Um amigo crítico de cinema assistiu a essa cabine comigo e achou 118 dias um tanto cheio de clichês. Sentiu falta de algo menos dramático e mais documental. Eu particularmente achei que a grande vantagem do filme foi tocar em nervos expostos da política sem cair em clichês panfletários ou algo do tipo. Especialmente quando Maziar, na prisão, tem visões e começa a "conversar" com seu pai e sua irmã, comunistas que foram presos políticos e foram mortos na cadeia. Nem vou falar mais pra não dar spoiler.

Fiz a crítica do filme para o jornal O Dia. Confira aí.

quinta-feira, 5 de março de 2015

JOELHO DE PORCO EM VÍDEO

O Joelho de Porco, grupo paulistano surgido em 1970, gravou poucos discos, provavelmente deve ter dado poucos shows (não ouço falar de apresentações deles há um bom tempo, e a banda ainda existe) mas, ao contrário do nome de um álbum que eles gravaram em 1988 (18 anos sem sucesso) até que conseguiram certo êxito. Tiveram fãs, gravaram por gravadoras grandes, etc. Em 1978 lançaram o segundo disco, intitulado apenas Joelho de Porco, pela Som Livre. E começaram a aparecer direto em programas da Globo, como Fantástico, Os Trapalhões, etc.

Alguém conseguiu 22 minutos da apresentação (dublada) do grupo no antigo programa Rock Concert, da Globo, e jogou no YouTube. O vídeo deve ser de 1978 ou 1979, já que contém músicas do segundo disco - e algumas do primeiro deles, São Paulo 1554/Hoje (1974) no final. Olha aí do lado. Muita gente conheceu a banda assim - o vocalista Billy Bond tornou-se popular a ponto de o aprewsentador Chacrinha considerá-lo seu "filho adotivo".

Na época, a formação do grupo era Billy Bond (vocais), Tico Terpins (baixo), Paulo Stevez (teclados) e Juba (que até hoje é baterista da Blitz). No disco, quem toca guitarra é o Wander Taffo, mas quem está no vídeo segurando o instrumento é o Mozart Mello, sei lá o motivo. 

Bem legal.

DINHO OURO PRETO NO "O DIA"

Precisamos falar sobre Dinho Ouro Preto. E sobre as questões que o vocalista do Capital Inicial (a banda toca hoje no Barra Music) levantou nesse papo comigo.



O ENREDO DO MEU SAMBA

Um papo com o jornalista Marcelo de Mello sobre seu livro, O enredo do meu samba, no qual ele conta as histórias de quinze sambas enredos conhecidos - e conclui (com toda razão) que, no Carnaval, o melhor reside mesmo é no passado.




quarta-feira, 4 de março de 2015

O KISS NO DIVÃ (E NOS TRIBUNAIS)

De vez em quando a gente esbarra numas histórias bem inusitadas sobre o universo do rock. Uma delas, especialmente, descobri outro dia e fiquei estupefato de não conhecê-la. Se alguém que estiver lendo esse texto souber disso e achar que é fato batido, tudo na boa. Não sabia disso mesmo.

Durante a fase sem-máscara (quando lançaram uma série de álbuns chatos, com hits esparsos), o Kiss contratou como empresário um sujeito chamado Jesse Hilsen. Que vinha a ser ninguém menos que o terapeuta de Paul Stanley e era um premiadíssimo e conhecido psiquiatra.

Seria apenas mais um desses casos estranhos em que rock e psiquiatria se encontram (como o relacionamento entre Brian Wilson, dos Beach Boys, e seu ex-psiquiatra Eugene Landy). Só que depois Hilsen revelou-se um escroque da mais alta linha, além de um fugitivo dos mais ariscos. O investigador Steve Rambam, que já caçou nazistas, ladrões de joias e gente aparentemente bem mais cascuda, foi escalado para encontrá-lo após se passarem mais de dez anos do seu desaparecimento, sem deixar pistas


O crime de Jesse? Apesar de ter feito ganhos anuais que chegaram a mais de US$ 700 mil quando empresariava os ex-mascarados (entre os desgracentos anos de 1988 e 1992), declarou falência. Abandonou a família (passou a pagar uma pensão que chegava a US$ 300) e, em 1994, desapareceu dos Estados Unidos. Sua mulher e seus dois filhos deixaram um confortável apartamento em Nova York para morar num abrigo para pessoas sem-teto, e passar fome.

Deparei com essa história maluca há alguns dias quanto assistia ao programa Sem saída, no canal Investigação Discovery. Em meio à salada de casos reais que a série apresenta, surgiu a história de Hilsen, que deve ter aparecido em alguma biografia dessas da banda (algumas saíram no Brasil), mas que me era totalmente desconhecida. Usando dez nomes falsos e abusando do sangue frio, Hilsen escondeu-se na Holanda, em Israel (é judeu, assim como os dois líderes do Kiss e o próprio Rambam) e na África do Sul. Foi encontrado pelo investigador quando passava um tempo abrigado na casa de um tio em Westkill, Nova York.

O que deixa qualquer um espantado na história toda: 1) a frieza e o mau-caratismo de Hilsen, um cara que bem antes de se envolver com o Kiss já relegava a família a uma espécie de limbo sentimental e só se preocupava com o próprio enriquecimento; 2) o fato de ele realmente ter ficado fora do alcance da polícia dos Estados Unidos por uma década. O FBI não conseguiu nada ao investigar o caso. O próprio Kiss mal sabia (ou parecia mal saber) da situação: Paul Stanley e Gene Simmons só souberam que Hilsen era procurado pela polícia quando Rambam, que é fã do grupo, os procurou nos bastidores de um show em Chicago em 2003, no dia do ano novo judaico - o investigador abriu a conversa com um "shana tova" e despertou a atenção da dupla, que teria passado a colaborar imediatamente.

Bom, encurtando a história, Hilsen acabou sendo condenado em 2005 e obrigado a pagar US$ 162.000 à mulher - uma bagatela, se comparado ao que ele realmente devia à esposa e aos filhos, já adultos na época. Admitiu que não agiu certo e que pensou apenas em seu crescimento financeiro. O que espanta mais ainda é que, em meio a essas negociações, ele consegiuu manter sua licença médica. Aparentemente - a não ser que ele tenha um xará - ele trabalha hoje como alergista e imunologista em Albany, Nova York.

Não sei se vou estar fazendo um favor, mas se você anda por Nova York e procura um médico, segue aí o contato do doutor. E fique de olho na programação do ID para ver se o Sem saída com o ex-empresário do Kiss vai reprisar.


PADRE JORJÃO E GUIDO SCHAFFER

Padre Jorjão é definitivamente um cara simpático. Essa simpatia já deve ter convertido muita gente ao catolicismo (obviamente uma das primeiras coisas que ele perguntou ao conversar comigo foi se eu era católico - não sou nem pretendo me tornar). E conquista muitos fiéis, além de gente que estava afastada da Igreja. O papo agora é com ele, sobre a biografia que ele acaba de lançar do surfista, médico, religioso e - espera-se - futuro santo Guido Schaffer.
Eu não desconfiava disso, mas o processo de beatificação de uma pessoa não acontece de graça, porque Deus quer. Envolve entrevistas, compra de passagens, pagamento de diárias em hotéis, gente que vem de Roma, de São Paulo (do tribunal eclesiástico), entrevistas, comprovação de documentos, de milagres, etc. Até que Guido (que já teve alguns milagres relatados após 2009, quando morreu) torne-se santo, muita coisa vai acontecer. Se você tiver um mínimo de interesse pelo assunto ou pela vida de Guido - temas que de nenhuma forma poderiam estar de fora da pauta de um jornal popular - segue aí a matéria que fiz com Jorjão para O Dia.




DIENIS

Roqueiros, deem o fora daqui. O papo agora é com Dienis, pagodeiro que lança seu primeiro CD, tem um sucesso na trilha da novela Império e é filho de um pastor protestante - e teve lá seus conflitos familiares ao optar pela música.

Saiu em O Dia.