sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

BABADO NOVO E OS 15 MIL POR MÊS

Mari Antunes, nova vocalista do Babado Novo, estreia à frente da banda em DVD com uma música chamada 15 mil por mês, que já vem despertando as atenções - assim como a própria beleza da menina, que vai fantasiada de pin-up no carnaval 2015, no bloco do grupo. Leia aí. Saiu hoje em O Dia.


NOVA HOLLYWOOD

Faltou o clássico Corrida contra o destino, mas não faltam outros filmes MUITO bons nessa mostra sobre a nova Hollywood, que acontece a partir de hoje no Centro Cultural Banco do Brasil.

Vá ver todos os filmes e depois (ou antes, ou durante) leia Como a geração sexo, drogas e rock´n roll salvou Hollywood, de Peter Biskind, um dos melhores livros que já li na vida, sobre a turma que fez todos esses filmes e salvou a indústria cinematográfica americana da degola.




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

QUARENTA CLÁSSICOS POP DA MÚSICA INFANTIL

Arca de noé (1980/1981) é um puta disco. A trilha de Sítio do Pica-Pau Amarelo (1977) também. Mas não há nada deles aqui, porque de modo geral, eles são álbuns que trazem a fina flor da MPB fazendo músicas para crianças. A lua, hit do MPB 4, é pop pra burro - mas também ficou de fora. Na lista abaixo, quarenta hits e não-hits dos tempos em que fãs dos Beatles, gente ligada em novidades pop, em rock dos anos 50/50/70/80, cantores infantis, astros da TV, etc, dominaram as paradas fazendo som para a criançada e para os pré-adolescentes. Curte aí. Leia e ouça.


"FUNGA FUNGA" - TRIO SONECA (Vila Sésamo, Som Livre, 1974). Convidado para fazer a trilha do programa infantil Vila Sésamo, Marcos Valle se trancou num estúdio caseiro com alguns músicos e de lá saiu com várias músicas que pouco lembravam seu passado na bossa nova -  a inspiração parecia vir dos Beatles e do soul, em músicas como essa.

"A LENDA DA CONCHINHA" - VELUDO AZUL (O mundo é da criança, Som Livre, 1977). Sucesso entre pais e filhos no fim dos anos 70 (até por vir com um pôster cheio de desenhos de animais), esse disco gravado por um grupo de proveta da Som Livre tinha O pato (hit de João Gilberto) em versão samba-rock, Papai Walt Disney (hit infantil do Grupo Farroupilha) em tons psicodélicos e, fechando, a alegre releitura desse sucesso de Celly Campello.

"NÃO EMPURRE, NÃO FORCE" - A PATOTINHA (Ao sucesso com a Patotinha, RCA, 1980). No quarto álbum, o grupo infantil de proveta vinha com alguns sucessos infantis misturados com versões de disco music e até alguns hits adultos regravados (coisas como Abri a porta, de A Cor do Som, e Menino do Rio, de Caetano Veloso). A versão de Don't push, don't force it, de Leon Haywood, vinha com o subtítulo Melô dos patins e versos formidáveis como "estamos de patins/se você nos empurra/acho que vamos cair".

"RAIMUNDO QUER VOAR" - DANIEL AZULAY (Turma do lambe-lambe, CBS, 1980). Bem antes de começar a compor com Ronaldo Bastos, o cantor, compositor e guitarrista Celso Fonseca ajudou a dar cara soul-pop ao primeiro álbum do desenhista Azulay feito para o programa Turma do lambe lambe (Rede Bandeirantes).


"O ELEFANTE" - ROBERTINHO DE RECIFE (Satisfação, Philips, 1981). Em shows do projeto metaleiro Metal Mania e do neoclássico-rocker Rapsódia rock, o herói da guitarra pernambucano precisava aturar um monte de gente na plateia berrando "toca O elefante!". Perdido num dos álbuns mais roqueiros do músico, esse tema infantil com corinho de crianças marcou época.

"MEU BUMERANGUE NÃO QUER MAIS VOLTAR" - ERASMO CARLOS (Amar pra viver ou morrer de amor, Polydor, 1982). Animado com a vida em família, Erasmo Carlos já havia conquistado o público infantil com a animada Pega na mentira, em 1981. Meu bumerangue... foi logo adotada pelas crianças e até regravada pela Xuxa no disco Xuxa e seus amigos, de 1985. O sucesso com a molecada fez Erasmo ser convidado para o filme O cavalinho azul (1984), baseado em peça de Maria Clara Machado.

"BRINCADEIRAS DE CRIANÇA" - BOZO (Bozo, RCA, 1982). Que John Lennon revire-se na tumba e Paul McCartney chame os advogados: o Bozo (sim, o próprio) gravou uma versão de Ob-la-di, Ob-la-da em seu primeiro álbum...

"NARIZINHO" - BOZO (Bozo, RCA, 1982) ... e, mais pop que isso impossível: gravou uma marchinha de carnaval que tem o "patrão" Silvio Santos como um dos autores. Narizinho observa que "criança que gosta do Bozo é muito feliz/criança que gosta do Bozo sabe onde tem o nariz" (sic).


"O INCRÍVEL HULK" - JUNINHO BILL (Festival Internacional da Criança, RCA, 1983). Você não deve lembrar, mas Juninho, depois um dos integrantes do Trem da Alegria, começou sua carreira com essa música, no álbum do festival criado pelo SBT - e que também lançou as carreiras, em separado, de Patricia (então conhecida como Patricia Marques) e Luciano. O disco vendeu bem e algumas músicas pegaram mais do que praga de piolho em jardim de infância.

"ROCK DA LANCHONETE" - LUCIANO DI FRANCO (Festival Internacional da Criança, RCA, 1983). Parece que seu toca-discos está com a rotação acelerada, mas é só o então petiz Luciano, futuro Trem da Alegria, fazendo sua estreia em disco no mesmo festival que lançou Juninho Bill.

"LINDO BALÃO AZUL" - MORAES MOREIRA, BABY CONSUELO, BEBEL GILBERTO, RICARDO GRAÇA MELLO (Pirlimpimpim, Som Livre, 1983). Meio sumido do circo pop havia alguns anos ("minha crise do segundo disco foi a do segundo, do terceiro e do quarto", disse), Guilherme Arantes voltava como compositor de música infantil, graças a esse hit...

"BRINCAR DE VIVER" - MARIA BETHÂNIA (Plunct plact zuuum, Som Livre, 1983). ... e a esse, composto ao lado do britânico Jon Lucien, e que encerrava um dos principais especiais infantis da Globo dos anos 80.


"O CARIMBADOR MALUCO" - RAUL SEIXAS (Plunct plact zuuum, Som Livre, 1983). Após dois anos tentando, Kika Seixas, então esposa de Raul, conseguiu reposicioná-lo no mercado, com um disco pela Eldorado (Raul Seixas, do mesmo ano) e uma participação de peso em Plunct, cantando o tema de abertura. Há quem diga que a inspiração da letra veio de um texto do anarquista francês Pierre-Jouseph Proudhon (que falava em "ser governado é: ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, depositado, doutrinado, instituído, controlado, avaliado, apreciado, censurado, comandado por outros que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude").

"SUPERFANTÁSTICO" - TURMA DO BALÃO MÁGICO E DJAVAN (Turma do Balão Mágico, 1983). Composta inicialmente para Roberto Carlos gravar com a Turma (o primeiro verso deveria ter sido "Roberto Carlos amigo/que bom estar contigo/em nosso balão"), acabou nas vozes dos meninos Tob, Mike e Simony e na de Djavan. E virou um dos maiores hits do grupo infantil, inclusive graças ao arranjo de cordas feito pelo mago dos estúdios Lincoln Olivetti.

"É DE CHOCOLATE" - ROBERTINHO DE RECIFE, PATRICIA, LUCIANO E EMILINHA (Clube da criança, RCA, 1984). O sucesso com O elefante credenciou Robertinho e sua guitarra para mais serviços no mercado da música infantil. Esse hit da dupla Michael Sullivan e Paulo Massadas pôs em clipe no Fantástico (e no programa de Xuxa na Manchete, Clube da criança) Patricia Marx e Luciano Nassyn, que entrariam no grupo Trem da Alegria um ano depois.

"VAMOS A LA PLAYA" - BOM BOM (Bom Bom, Epic/CBS, 1984). Hoje multiinstrumentista, produtor e professor de música, Sandro Haick, filho de Netinho (Incríveis, Casa das Máquinas) começou aos 12 anos tocando bateria nesse grupo, que fez sucesso com essa versão em português do duo italiano Righeira. O repertório do disco trazia de Leo Jaime a letras feitas pelo versionista oficial da Turma do Balão Mágico, Edgard Poças.


"XIXI NAS ESTRELAS" - GUILHERME ARANTES (Pirlimpimpim 2, Som Livre, 1984). Quando um conhecido compositor de música pop precisa fazer um disco infantil bacana, que marque época e venda discos, o que ele faz? Bom, a primeira providência de Guilherme Arantes ao ser convidado para escrever Pirlimpimpim 2 foi chamar Julio Barroso, da Gang 90, e o poeta Paulo Lemisnki (!) para dividir as parcerias. O resultado foi uma verdadeira pérola maldita da música infantil oitentista. O hit do álbum, composto com Leminski, foi esse aí.

"É TÃO LINDO" - TURMA DO BALÃO MÁGICO E ROBERTO CARLOS (Turma do Balão Mágico, 1984). Pronto: o Rei  finalmente topou participar de uma gravação da Turma - na versão de It`s not easy, do filme da Disney Meu amigo dragão (Pete's dragon, de 1977).

"SE ENAMORA" - TURMA DO BALÃO MÁGICO (Turma do Balão Mágico, 1984). Versionista de quase todo o repertório da Turma, Edgard Poças conseguiu realmente - e de forma assombrosa - entender o que se passava na cabeça de uma criança dos anos 80 que vivia as agonias de um amor platônico de escola. A música ainda faz muito marmanjo chorar.

"AGULHA NO PALHEIRO" - LUIZ MELODIA (A turma do Pererê, Som Livre, 1984). O especial infantil de Ziraldo, quando levado à tela da TV, trouxe a MPB de Gal Costa (na bela Grande final, de Moraes Moreira), o sertanejo de Sergio Reis (em Canção dos caçadores), um pop infantil que nem parece mas é de Raul Seixas (Canção do vento) e o tom black Rio da canção de Luiz Melodia, que fala da ida do índio Tininim para a cidade grande.


"A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ADÃO E EVA" - BLITZ (Plunct plact zuuum II, Som Livre, 1984). A segunda parte do especial infantil falava, em sua maior parte, sobre vivências de pais separados e filhos alijados do próprio lar. Por algum motivo que não lembro mais qual é, o programa começava com essa música da Blitz que não havia sido incluída em disco nenhum do grupo e contava a história da criação do mundo com uma letra cheia de duplos e triplos sentidos ("Adão segura sua cobra/que eu tô com maçã de sobra pra dar", cantavam as vocalistas).

"PAPAI SABE TUDO" - ERASMO CARLOS (Plunct plact zuuum II, Som Livre, 1984). Em alta com o público infantil e prestes a se tornar ele mesmo um pai separado, Erasmo falava sobre o drama do pai que cuidava da vida, da carreira e dos filhos pequenos, tudo ao mesmo tempo, nessa canção de Leo Jaime e Leandro (ex-João Penca e seus Miquinhos Amestrados).

"SUBPRODUTO DE ROCK (GERAÇÃO DO ROCK)" - BARÃO VERMELHO (Plunct plact zuuum II, Som Livre, 1984). O clássico infantil do Barão com Cazuza se tornou popular a ponto de ser executado pela banda em seu show no Rock In Rio I, em 1984 - com um nada infantil "foda-se" anexado na letra.

"MEU URSINHO BLAU BLAU" - ABSYNTHO (Absyntho, RCA, 1984). Er... um estranho encontro entre música infantil + rock brasileiro dos anos 80 + glam rock + psicodelia (era uma banda com repertório infantil que adotou como nome uma bebida alcoólica - quer coisa mais psicodélica que isso?). Marcou época e é até hoje executada em festas Ploc. O vocalista Sylvinho, você deve saber, deve seu atual nome artístico (Sylvinho Blau Blau) ao hit.


"PLANETA MORTO" - TITÃS (A era dos Halley, Som Livre, 1985). A Globo pegou carona na cauda do cometa (ai) Halley, que seria avistado do Planeta Terra em 1986. E bolou esse especial, com participações de nomes como Barão Vermelho (em sua primeira aparição sem Cazuza, com Torre de babel), o ex-mutante Sergio Dias (Anos luz de amor), Baby Consuelo (a radiofônica Que delícia) e os Titãs a poucos meses de Cabeça dinossauro, com Planeta morto, que nao apareceria em nenhum disco da banda.

"O SENHOR DA GUERRA" - LEGIÃO URBANA (A era dos Halley, Som Livre, 1985). A Legião também participou do mesmo especial, com uma música que parece um outtake do primeiro disco. O senhor da guerra ficou de fora da discografia do grupo - apenas em Música para acampamentos (1991) surgiria uma versão gravada ao vivo e com o nome mudado para A canção do senhor da guerra.

"EU NÃO RANGO" - ULTRAJE A RIGOR (Os Trapalhões no rabo do cometa, WEA, 1986). Brigados, os Trapalhões toparam fazer um filme em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, em que boa parte do trabalho seria feita em desenho animado. Na trilha, vigorava o rock nacional, com músicas inéditas de Premeditando o Breque (O bruxo e o passarinho), Ira! (1914) e uma versão especial de Eu me amo (Ultraje A Rigor) com o nome modificado para Eu não rango - por causa de uma cena em que um Didi pré-histórico saía buscando comida, sem sucesso, no tempo das cavernas.

"HE-MAN" - TREM DA ALEGRIA (Trem da alegria, RCA, 1986). Michael Sullivan e Paulo Massadas, autores da música, lançaram de vez seus tentáculos para cima do público infantil com essa canção, um estranho e feliz encontro entre metal farofa e trilhas de seriados japoneses. "Das músicas que fiz, é uma das que mais gosto", chegou a afirmar Sullivan.


"FERA NENÉM" - TREM DA ALEGRIA E EVANDRO MESQUITA  (Trem da Alegria, RCA, 1986). Mais rock nacional na farra da música infantil dos 80: o ex-O Terço Vinicius Cantuária e o ex-Blitz Evandro Mesquita compuseram essa, cantada por Juninho Bill e que, bem, chocou algumas pessoas por causa do verso "acordo feliz quando sonho com a Xuxa". Ora, vejam só...

"TE CUIDA MEU BEM" - PATRICIA (Patricia, RCA, 1986). Antes, bem antes de descobrir o pop adulto e a música eletrônica, Patricia Marx fazia um raro mix "adolescente-adulto", influenciado por jovem guarda, soul e bossa nova. A fofa Te cuida meu bem, de Michel Sullivan e Paulo Massadas, foi regravada em ritmo de funk recentemente por MC Marcinho com outra letra e nome modificado para Garota nota cem.

"MIRAGEM VIAGEM" - XUXA (Xou da Xuxa, Som Livre, 1986). Um dos letristas oficiais do Clube da Esquina, responsável pela produção de vários discos de Milton Nascimento, Ronaldo verteu para o português Black orchid, de Stevie Wonder - da trilha do documentário The secret life of plants, de 1979.

"SHE-RA" - XUXA (Xou da Xuxa, Som Livre, 1986). Joe Euthanazia, parceiro de Neusinha Brizola em Mintchura (e que teve sucessos solo como Me leva pra casa) e Tavinho Paes, parceiro de Lobão (em Rádio blá) e Arnaldo Brandão (em Totalmente demais, do Hanoi Hanoi, e na própria Rádio blá), inacreditavelmente, compuseram um dos maiores hits da Rainha dos Baixinhos. Aliás, leia aqui o que Tavinho me contou uma vez a respeito da história dessa música.


"AS CRIANÇAS E OS ANIMAIS" - ABELHUDOS (Patrulha do coração, EMI, 1987). Formado por dois filhos de Renato Corrêa, dos Golden Boys, esse grupo soava como uma Turma do Balão Mágico mais "crescida", pré-adolescente e, graças à influência paterna, mais pós-jovemguardista. Isso tocou muito em rádio.

"CORAÇÃO DE PAPELÃO" - JAIRZINHO E SIMONY (Jairzinho e Simony, CBS, 1987). A versão para Puppy love, de Paul Anka, foi feita por (adivinhe quem?) Edgard Poças. Fez sucesso estrondoso e reabilitou por uns tempos a carreira dos dois ex-A Turma do Balão Mágico. O único disco da dupla tinha ainda participações de Gal Costa (em Oi mundo), Tim Maia (A voz do trovão), a ex-cantora do Metrô, Virginie (numa versão de O vira, do Secos & Molhados) e muitas músicas feitas por Paul Mounsey, um compositor escocês que vivia no Brasil na época e hoje se dedica a trilhas de cinema em Los Angeles.


"PRA VER SE COLA" - TREM DA ALEGRIA (Trem da alegria, RCA, 1988). Marcou as infâncias de muita gente que acabou de passar dos trinta - inclusive a de Marcelo Camelo, que chegou a cantar a música com o Los Hermanos num Luau MTV do grupo.


"DIA DE PARAÍSO" - ABELHUDOS (Dia de paraíso, EMI, 1988). Boa parte do material do terceiro disco dos Abelhudos foi composto por vários autores ao lado do letrista Claudio Rabello - aquele mesmo, de Muito estranho, de Dalto. Essa, de Rabello e Erich Bulling, levou o trio infantil para apresentações no Cassino do Chacrinha, no Clube do Bolinha, no Xou da Xuxa, no Globo de Ouro...

"BRUXINHA" - A NOVA TURMA DO BALÃO MÁGICO (A Nova Turma do Balão Mágico, CBS, 1988). Balão Mágico, o programa, saiu do ar em 1986 e deu lugar ao Xou da Xuxa. O antigo quarteto (com Jairzinho) se separou e cada um foi tratar da sua vida. Mas a CBS não perdeu a oportunidade e, sob o mesmo nome, juntou Rodrigo Camargo e as gêmeas Natanna e Tuanny, filhas da cantora Adriana. O grande hit foi esse. Em outras faixas, Edgard Poças, versionista dos primeiros discos, subia de posto e virava co-autor, mas sem muitos sucessos.


"TODA MOLHADA DE CHUVA" - ANGÉLICA (Angélica, CBS, 1989). O que andavam tomando esses compositores de música infantil/adolescente no fim dos anos 80? Ou será que é muita maldade da minha parte morrer de rir toda vez que leio o nome dessa versão que Biafra e Aloysio Reis fizeram para o rock hispânico Bajo la luz de la luna, gravado pelo grupo Los Rebeldes?

"NÃO FAZ MAL (TÔ CARENTE MAS TÔ LEGAL)" - MARA (Deixa a vida rolar, EMI, 1990). Os créditos dos discos da apresentadora, hoje cantora gospel, assustam: músicas inéditas de Cecelo Frony, Baby do Brasil, Caramez (ex-empresário e amigo dos Novos Baianos), Fábio Fonseca. Esse hit adolescente foi feito pela dupla de jurados do Astros, Thomas Roth e Arnaldo Saccomani. E você conhece.

"NANA NENÉM" - RAIMUNDOS (single, Warner, 1998). "Quem não calar a boca/vai entrar na chinela". Esquece essa história de Lei da Palmada. Os Raimundos, ainda com Rodolfo no vocal, mantinham a fama gravando um jingle para o chinelo Rider que virou hit infantil e saiu em CD-single, com Reggae do manero de b-side.


TODAS AS LISTAS DE QUARENTA:

- quarenta discos de 1974 parte um dois
- quarenta micromúsicas
- quarenta momentos em que a macumba virou pop
- quarenta músicas que você tem que ouvir parte um e dois
- quarenta melhores momentos de Hermes & Renato
- quarenta fatos sobre o Abba
- quarenta discos de 1984 parte um dois
- quarenta fatos sobre o Menudo.

VALÉRIA LOBÃO

Papo rápido com a cantora Valéria Lobão, que lança (com show hoje e amanhã) um disco duplo de voz e piano - com 22 pianistas - em cima da obra de Noel Rosa. Inclui sucessos e grandes obscuridades. Saiu hoje em O Dia.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

AVE SANGRIA

Grupo heroico de rock dos anos 70, vindo de Pernambuco, o Ave Sangria retornou para alguns shows, relançou seu primeiro disco - por intermédio do selo pernambucano Ripholandya - e ainda teve um show dos anos 70, que estava guardado num antigo cassete, lançado em CD. Bati um papo rápido com Marco Polo, líder do grupo, para O Dia.






AS MULHERES PREFEREM OS LOUROS

As mulheres preferem os louros. Fiz essa matéria no salão Werner da Cidade Nova (saiu na capa do D de ontem, aqui no jornal O Dia) e quase me animei a descolorir os cabelos e a barba. Fica pra próxima.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SINARA E DÔNICA

Você já ouviu Sinara e Dônica?

A primeira banda tem um filho, um neto e um sobrinho de Gilberto Gil na formação, e a segunda tem o filho mais novo de Caetano. Não ouvi a primeira ainda e confesso que pelo que li, me interessei bem pouco. A segunda faz um som estranho e legal, com cara progressiva e influências de Clube da Esquina e Mutantes fase anos 70. Quando entrevistei as duas bandas para a capa abaixo, que saiu semana passada no jornal O Dia, ouvi um dos músicos do Dônica dizendo que pretendem tocar Tudo foi feito pelo sol, clássico da fase prog do grupo que revelou Rita Lee. Fui perguntar se era verdade (quase numa de "têm coragem?") e falaram: "Pô, é uma ideia, né? Nem ensaiamos ainda".

Claro que tudo é mais fácil para quem já nasceu em berço esplêndido (bem diferente de milhares de bandas que surgem por aí afora, talvez bem melhores), mas se quiserem dar uma chance aos garotos, tá aí minha matéria. Leiam e ouçam. Tem show deles amanhã no Rio, como diz o texto.

DISCOTECA DO CHACRINHA

Rolou semana passada a festa Discoteca do Chacrinha, desdobramento do musical e da biografia sobre o apresentador (ambos com seu nome nos títulos). Juntei tudo numa matéria, levando em conta que, graças às reprises que aparecem no Canal Viva do Cassino do Chacrinha, tá acontecendo uma espécie de chacrinhamania.

Leia aí. Saiu no O Dia.




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

RAIMUNDOS, "CANTIGAS DE GARAGEM"

Um papo com Digão, dos Raimundos, sobre o novo DVD da banda, Cantigas de garagem. 

Ele traz de volta as músicas do CD Cantigas de roda (lançado por crowdfunding) e alguns sucessos de outros álbuns. E ainda leva para um público maior duas musas do álbum anterior: a atriz Claudia Ohana e uma vira-lata, a Latinha.

Leia aí a matéria que fiz para O Dia.

CANDEIA

O selo Discobertas, do produtor e pesquisador Marcelo Froes, acaba de provar que Candeia (1935-1978) é um gênio da música. A caixa Sou mais o samba traz os três primeiros discos lançados pelo cantor e compositor portelense. Ficam faltando só os dois LPs da Warner, lançados no fim dos anos 70 (Axé, de 1978, já saiu póstumo) já reeditados em coletâneas, mas já está de excelente tamanho para comemorar os 80 anos que o autor de Preciso me encontrar - imortalizada por Cartola - estaria fazendo este ano. 

Se você nunca ouviu, prepare-se para tomar um choque tão grande quanto o que pode ser causado pela audição dos dois primeiros álbuns de Cartola, pela Marcus Pereira. O termo "samba de raiz" chega a ficar pequeno diante do que Candeia fazia, tamanha sua conexão com os sons afro. Tem muito mais ali: em Seguinte... raiz (1971), seu segundo e mais diversificado álbum, Candeia passa perto do afrobeat em Saudação a Toco Preto e compõe uma balada gospel que poderia ter sido gravada por Roberto Carlos, Imaginação

Fiz essa matéria aí para O Dia há algumas semanas. Tem muito mais vindo aí para comemorar a data redonda do sambista.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

E AE?

Fiz  matérias para O Dia sobre dois eventos que rolam neste fim de semana. Um é o festival nerd NerdZone, que dura quatro semanas e já começou. O outro é a Rio Tattoo Week, cuja terceira edição começa hoje - e saiu na capa do Guia Show e Lazer.

Fiz matéria no ano passado sobre a Rio Tattoo Week também. Tá aqui.









quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

GERALDO AZEVEDO

No dia 11 de janeiro, Geraldo Azevedo fez 70 anos. Bati um papo com ele para O Dia sobre os novos projetos - vêm por aí CD, DVD ao vivo, o primeiro projeto de um nomão da MPB pelo sistema de crowdfunding, etc. Curte aí.


PÉLFIE

Sim, se você olhar para o lado (ainda mais se você estiver na praia ou na piscina) , vai ver gente tirando foto do próprio pé. Se der uma busca no Instagram, vai encontrar hashtags como #pelfie, #footselfie ou coisas do tipo. O hábito de enterrar  os pés na areia ou colocá-los para o ar, nas férias ou em qualquer momento de lazer, inspirou uma matéria de comportamento que fiz para O Dia, e que rendeu algumas horinhas de calor na Praia do Leme para mim e para a fotógrafa Maíra Coelho. Sorte que troquei de roupa no jornal e fui de bermuda e chinelo (sim, jornalista que faz matéria de praia geralmente vai de calça e se fode no calor).

A principal lembrança que tenho dessa matéria é que, ao contrário do que a gente pensava, foi molinho arrumar personagens e gente para aparecer na foto, conversar, etc. Confiram aí.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

DETONAUTAS PARA BEBÊS

Bati um papo rápido com Renato Rocha, guitarrista dos Detonautas, sobre Detonautas para bebês, novo lançamento do grupo, com músicas dos três primeiros álbuns em arranjos infantis. No disco, ele larga a guitarra e toca apenas teclados. O álbum foi gravado no estúdio dele e lançado, por enquanto, apenas no formato digital. A matéria saiu em O Dia.


BLOCO DOS MAMONAS

Estreou no último domingo na Boate Praia Club, na Lagoa, um bloco em homenagem aos Mamonas Assassinas, o Brasília Amarela.

Eles vão ficar por lá durante mais alguns domingos, até o carnaval. Fiz a matéria ao lado para o jornal O Dia, procurando sabem também como ficaram algumas versões carnavalistas de músicas do grupo.

Confira aí.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

RAUL SEIXAS NA WARNER EM CAIXA

A Warner abre as comemorações pelos 70 anos que Raul Seixas faria em 2015 com a caixa 70 Raul Seixas. Fiz uma matéria para o jornal O Dia falando do assunto. É a primeira vez que os álbuns de Raulk lançados pela gravadora (entre 1977 e 1979, mais A panela do diabo, gravado ao lado de Marcelo Nova, em 1989), ganham tratamento de box set. Com direito e letras, encartes, etc. Tudo produzido por Marcelo Froes, que, diz ele, ficou um tempinho no pé da gravadora para conseguir fazer o projeto.

Após discos de bastante sucesso na Philips, Raul estava em declínio, com drogas e magia negra tomando a maior parte do seu tempo. Não era só isso. Um casamento desfeito e o afastamento de sua primeira filha também contribuíam para isso - Raul simplesmente terminara abruptamente a relação sem dar qualquer assistência e nunca mais veria a menina. Arrependeria-se disso por muito tempo.

Diamante de mendigo, uma contrafação estranha de seu primeiro grande hit Ouro de tolo, falava disso em tons graves. E era uma música de um desses discos da Warner, Por quem os sinos dobram (1979). Nesse período, Raul também teve problemas graves de saúde. Tirou parte do pâncreas devido ao abuso de álcool e passou a ter diabetes. A pancreatite que o mataria, claro, viria daí. Enfim, inferno astral total.

Para a matéria ao lado, conversei com Mazzola, que assinou o contrato de Raul na Warner (e tinha sido também um de seus anjos da guarda na Philips) e com Kika Seixas, esposa de Raul durante parte dos anos 80. Eu não fazia ideia de que Raul estava tão em baixa no mercado fonográfico que todo mundo tinha sido contra sua contratação na Warner - pelo menos foi o que Mazzola me contou.

Dos três discos da caixa, o que fez um pouco mais de sucesso foi o primeiro, O dia que a terra parou (1977), da faixa-título e de Maluco beleza. Todo o material foi feito ao lado do letrista Claudio Roberto. A qualidade do material não era lá essas coisas - um tom radiofônico e meio raso tomou conta do som de Raul. Já Mata virgem (1978) é o melhor da fase. Traz Paulo Coelho de volta e acena para a MPB nordestina daquela época, com um som bem diferente do que se esperaria de Raul. Por quem os sinos dobram (1979), já falei aqui várias vezes, é bem ruim.

A matéria tá aí do lado e saiu no domingo, dia 4 de janeiro (leia o link do O Dia aqui).

VERÃO EM 2015

Abri o ano no jornal O Dia com essa matéria trazendo dez programas de verão, que saiu no Guia Show & Lazer na semana passada. Fiz com a amiga Karina Maia.

Bom 2015! Esse blog toma jeito em breve.




sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

QUARENTA PRIMEIRAS MÚSICAS

Comece o ano ouvindo as primeiras músicas de vários álbuns clássicos do rock, da MPB e etc.

Ê falta de assunto...


"THE SONG REMAINS THE SAME" - LED ZEPPELIN (Houses of the holy, 1973). Uma verdadeira sinfonia de guitarras, com Robert Plant dobrando vocais e louvando a música do mundo. Era para ser apenas um instrumental, que abriria a épica The rain song, mas surgiram novas ideias.

"IN THE FLESH?" - PINK FLOYD (The wall, 1979). O começo da história de Pink, o rockstar problemático que protagoniza a ópera-rock do grupo progressivo.

"ROOTS BLOODY ROOTS" - SEPULTURA (Roots, 1996). Heavy metal brasileiro de verdade, sem descaracterização. E com a vibe estranha de Max Cavalera nos vocais e na guitarra, ainda na banda.

"WHEELS OF CONFUSION" - BLACK SABBATH (Black Sabbath vol 4, 1972). A melhor abertura que um disco do grupo inglês merece ter. E dá muitas saudades de Bill Ward na bateria.


"LISTEN, LEARN, READ ON" - DEEP PURPLE (The book of Taliesyn, 1968). Em seu segundo disco, o grupo britânico era mais uma banda psicodélica do que o pai do heavy metal. E já dava certo.

"BOX OF RAIN" - GRATEFUL DEAD (American beauty, 1970). Renato Russo não entendia como no Brasil ninguém conhecia esse clássico da banda americana. Assinamos embaixo da dúvida do vocalista da Legião Urbana.

"SAFE EUROPEAN HOME" - THE CLASH (Give 'em enough rope, 1978). O segundo disco do Clash ganhou críticas beeeem radicais - houve quem se emputecesse com a produção de Sandy Pearlman, que cuidara de vários álbuns do grupo de heavy metal Blue Oyster Cult.

"QUE PAÍS É ESTE?" - LEGIÃO URBANA (Que país é este? - 1978/1987, 1987). Os Ramones baixaram nessa música composta por Renato Russo aos 18 anos, e só lançada uma década depois.


"SERÁ QUE É ISSO QUE EU NECESSITO?" - TITÃS (Titanomaquia, 1993). Por mais que o grupo paulistano se recuse a aceitar esse rótulo: sim, eles viraram grunge. E garantiram a sobrevida.

"THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL" - PANTERA (The great southern trendkill, 1996). Phil Anselmo abre essa faixa com um berro - e uma respiração de aviso prévio.

"IS THIS IT" - STROKES (Is this it, 2001). Eles inovaram o rock quando o estilo precisava de renovação. Há quem diga que não passaram muito disso, mas enfim...

"HOLIDAYS IN THE SUN" - SEX PISTOLS (Never mind the bollocks - here's the Sex Pistols, 1977). Johnny Rotten, o vocalista, não queria férias ao sol. Queria era derrubar o Muro de Berlim.


"MERENDA ESCOLAR" - FALCÃO (Bonito, lindo e joiado, 1991). Breguice jovemguardista lembrando a poesia escatológica de Glauco Mattoso.

"BONE MACHINE" - PIXIES (Surfer rosa, 1988). Os anos 90 começaram mesmo foi aqui.

"STACKED ACTORS" - FOO FIGHTERS (There is nothing left to lose, 1999). Não dá para entender porque é que os FF se tornaram de uma hora para outra uma banda odiada por muitos. O grupo de David Grohl tem pelo menos três clássicos na discografia, e seu terceiro disco é quase perfeito. Na abertura, uma estranha bossa-grunge, que Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, acredita ser dedicada a ela.

"BLEW" - NIRVANA (Bleach, 1989). O grupo americano era bem mais deprê do que em Nevermind (1991).


"SCORPIO'S DANCE (FIRST MOVEMENT)" - SHOCKING BLUE (Scorpio's dance, 1970). O grupo de Venus e Love buzz teve também sua fase psicodélica, desconhecidíssima.

"BEYOND AND BEFORE" - YES (Yes, 1989). O baixista Chris Squire é quem manda nesse boteco, que já teve um sem número de guitarristas, tecladistas e bateristas, e alguns vocalistas. A primeira nota ouvida na primeira música do primeiro disco da banda é seu baixo, agudo e soando como guitarra. Quer tocar com ele? Problema seu.

"TOP TOP" - MUTANTES (Jardim elétrico, 1971). A fase mais psicodélica dos Mutantes foi, quem diria, seu período mais tranquilo e menos ousado musicalmente. E ainda rendeu grandes hits.

"MOTHER'S LITTLE HELPER" - ROLLING STONES (Aftermath, 1966). Perseguidos pelo uso dr drogas, os Stones desomenageavam as donas de casa viciadas em anfetaminas e remédios comprados com receita médica.



"WAITING" - SANTANA (Santana, 1969). O grupo liderado por um pós-adolescente mexicano que tocava muito e foi vendido à produção do festival de Woodstock como moeda de troca para que tivessem o Grateful Dead.

"NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA" - ULTRAJE A RIGOR (Nós vamos invadir sua praia, 1985). Isso é o melhor do rock nacional dos anos 80. Não importa o que digam.

"SANGUE LATINO" - SECOS & MOLHADOS (Secos & Molhados, 1973). Riff de baixo que gruda na memória.

"FIVE YEARS" - DAVID BOWIE (The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, 1972). A música em que Ziggy/David revelava seu plano-de-cinco-anos para dominar o mundo.


"AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA" - ROBERTO CARLOS (Roberto Carlos, 1969). A virada na carreira do Rei, no "disco da praia", com uma tristíssima balada sobre a internação do filho Segundinho.

"CORISTA DE ROCK" - RITA LEE & TUTTI FRUTTI (Entradas e bandeiras, 1976). Em fase meio zicada e renegada (ela diz nem gostar de olhar para a capa desse disco), Rita e o Tutti Frutti fazem um dos melhores sons da fase que uniu a cantora e a banda.

"CANTO PARA MINHA MORTE" - RAUL SEIXAS (Há dez mil anos atrás, 1976). Não parecia brincadeira: Raul falava em tom grave sobre morte e sobre as dúvidas a respeito de como ela viria - e da certeza de que não adiantava fugir dela.

"SOOKIE SOOKIE" - STEPPENWOLF (Steppenwolf, 1968). Esqueça Born to be wild. O grupo americano tem coisas muito melhores para mostrar.


"I FEEL FREE" - CREAM (Fresh Cream, 1966). Psicodelia pop, sem a qual grupos como Queens Of The Stone Age não existiriam. Aliás nada existiria.

"BLUE SUEDE SHOES" - ELVIS PRESLEY (Elvis Presley, 1956). O primeiro LP de Elvis teve a ordem das faixas mudadas através dos tempos. Em sua primeira edição, começava com esse clássico de Carl Perkins.

"LEROS LEROS E BOLEROS" - SERGIO SAMPAIO (Eu quero é botar meu bloco na rua, 1973). "Por que tanta gente rindo/no filme que eu vi?". Não havia muitos motivos para rir em 1973, ou havia?

"PROWLER" - IRON MAIDEN (Iron Maiden, 1980). E o grupo britânico de heavy metal ainda sabia fazer canções curtas...


"FLOWER" - SOUNDGARDEN (Ultramega ok, 1988). O grupo americano era mais punk, mais lento ainda, bem menos "clássico". E tinha canções compostas pelo guitarrista Kim Thayil.

"MANGUEBIT" - MUNDO LIVRE S/A (Samba esquema noise, 1994). "Sou eu transistor/Recife é um circuito/O país é um chip/Se a terra é um radio/Qual é a música?/Manguebit". Apenas um dos manifestos musicais dos anos 90.

"THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL" - PANTERA (The great southern trendkill, 1996). Phil Anselmo abre o disco mais pesado de seu ex-grupo com um berro violento. 

"TENDER" - BLUR (13, 1999). Inesperado gospel que abre um dos melhores e mais diversificados álbuns dessa banda britânica. 


"OS ALQUIMISTAS ESTÃO CHEGANDO" - JORGE BEN (A tábua de esmeralda, 1974). No Brasil dos anos 70, o sucesso pop podia vir até de uma canção que falasse em alquimistas, que abrisse com um palavreado incompreensível de estúdio e que aconselhasse evitar pessoas "de temperamento sórdido".

"DOWN ON THE STREET" - STOOGES (Funhouse, 1970). Um dos melhores riffs do mundo.

"SISTER ANNE" - MC5 (High time, 1971). O som lascado do grupo pré-punk americano evoluíra para um hard rock da idade da pedra, lembrando uma cruza de The Doors e Stooges. Finaliza com Freedom now, hino do Exército da Salvação, em versão trôpega.

"WHITE LIGHT/WHITE HEAT" - VELVET UNDERGROUND (White light/White heat, 1968). Agressivo, quase inaudível e gravado no talo.


TODAS AS LISTAS DE QUARENTA:

- quarenta discos de 1974 parte um dois
- quarenta micromúsicas
- quarenta momentos em que a macumba virou pop
- quarenta músicas que você tem que ouvir parte um e dois
- quarenta melhores momentos de Hermes & Renato
- quarenta fatos sobre o Abba
- quarenta discos de 1984 parte um dois
- quarenta fatos sobre o Menudo.