domingo, 5 de outubro de 2014

QUARENTA (+2) FATOS SOBRE O MENUDO

Há trinta anos, o grupo portorriquenho Menudo (que já existia, com formações variáveis, desde 1977) chegava aos pouquinhos no Brasil. Começou com um clipe no Fantástico, de um hit em espanhol vertido para o português (Não se reprima) que parecia realmente fazer sentido num país que recém-havia saído de duas décadas de repressão. 

Vieram vários outros hits e vindas pontuais ao país. E depois veio uma turnê-monstro, quando as meninas de 5 a 14 anos (e algumas bem mais velhas) pareciam não ter outro assunto. A magia do grupo, que continuou variando as formações, nunca mais daria tão certo. Mas o Menudo moleque, clássico, de várzea, que dominou corações e mentes em 1984, nunca mais foi esquecido. E rende a seus ex-integrantes convites para reportagens e programas de TV até hoje. Confira abaixo quarenta fatos (+2 bônus) sobre o grupo.





A CULPA É DELE. O sujeito por trás de todas as formações que o Menudo teve até seu fim se chama Edgardo Díaz. Panamenho criado em Porto Rico (na foto ao lado, ele posa com seu pupilo Ricky Martin), ele era um estudante de medicina em 1973 quando virou técnico de som da banda teen-pop espanhola La Pandilla, que fazia um baita sucesso em terras portorriquenhas. Por morar lá, Edgardo virou figura central para o êxito do grupo (sempre arrastando multidões em países como Venezuela e República Dominicana) e foi promovido a empresário em 1974.

O MENUDO surgiu justamente de dois detalhes que ele via como empecilhos ao sucesso completo do La Pandilla: 1) quando seus integrantes chegavam à adolescência, a mudança de voz fazia com que tivessem dificuldades em cantar certas músicas; 2) o grupo tinha uma vocalista, Mari Blanca Martinez, o que, Díaz observava, requeria cuidados especiais com segurança, roupas, transportes etc. O empresário ficou obcecado com a ideia de montar um grupo só de moleques, com formação de alta rotatividade, em que os integrantes vão sendo saídos ou aos 16 anos ou quando começam a sofrer com mudanças na voz.


A PRIMEIRA FORMAÇÃO, de 1977, trazia dois grupos de irmãos. Havia três primos de Díaz: Ricky Meléndez, Carlos Meléndez e Óscar Meléndez, além de Fernando e Nefty Sallaberry. Ricky Meléndez tinha oito anos na ocasião e se manteve no grupo até a formação que fez sucesso no Brasil, entre 1983 e 1984.

ALIÁS quem entrou no seu lugar foi justamente o ex-menudo mais bem sucedido mundialmente, seu xará Ricky Martin.


LOS FANTASMAS. Olha aí a capa do primeiro LP do Menudo, lançado em 1977, sob este título. Com duração de menos de meia hora e músicas mais infantis do que o pop teen oitentista comum do grupo, teve um hit engraçadinho (a faixa-título, com um riff de teclado que mais parece o tema do Chaves) e ajudou o quarteto a conseguir um show de TV na Telemundo, todos os sábados. Mas na época o Menudo ainda era um nome pequeno a ponto de fazer shows em shoppings e aniversários de cidades em Porto Rico.

O SUCESSO só viria de verdade para o grupo e seu empresário em 1981, com o lançamento de Quiero ser, o sexto álbum. Na época o Menudo (escalação: Ricky Meléndez, René Farrait, Johnny Lozada, Xavier Serbiá e Miguel Cancel) ganhava uma cara mais rock, com músicas meio new wave, meio anos 60 e casacos de couro - o disco trazia músicas como Rock en la TV, Mi banda toca rock e Súbete a mi moto.

UM AVIÃO PRÓPRIO, que havia pertencido ao xá do Irã e ao ex-presidente americano Richard Nixon, levava o Menudo (com o logotipo do grupo impresso na fuselagem) em suas turnês pelos quatro cantos do planeta, numa opulência digna das grandes bandas de rock dos anos 70. Com isso, os portorriquenhos se tornavam oficialmente a boy band mais bem sucedida do mundo.

MENUDO NO CINEMA. Tinha muita gente que comparava a, digamos, alegria das fãs do Menudo com a animação da beatlemania nos anos 60. Ok, comparação esdrúxula, mas o grupo portorriquenho não deixou de fazer o mesmo que a banda britânica quando olhou para o lado e viu a cordilheira de fãs que arrebanhava a cada turnê: partiu da música para a sétima arte. No auge, foram dois filmes: Una aventura llamada Menudo e Menudo - La pellicula, ambos de 1982. Em fase de vacas não tão gordas, lá por 1992, filmaram os preparos de seu single Dancin', movin', shakin' e soltaram o filme The making of dancin', movin', shakin'.

DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. Presente na formação de 1983, que iria estourar mundialmente, Miguel Cancel foi o primeiro integrante do Menudo a abandonar o grupo por conta própria. Na época, chegou a afirmar que queria viver uma vida normal, mas em 1998 contou que, por causa da mudança súbita de voz, foi impedido de cantar ao vivo - e decidiu sair antes da degola. Miguel gravou solo, fez parte da formação de 1998 que reunia vários ex-menudos (e que ganhou o nome de El reencuentro), mas acabou virando agente de polícia em Los Angeles. Roy Rosselló entrou em seu lugar.

O SHOW DA VIDA. Se não fosse o Fantástico... O programa dominical, que exibia diversos clipes nos anos 70 e 80, passou em 1º de julho de 1984 o vídeo do megahit Não se reprima, com os integrantes da banda em um parque de diversões, se jogando na piscina, descendo no toboágua, entre outras coisas. Passou a semana inteira anunciando a nova atração. Era a primeira vez que o conceito de "boy band" chegava com força total ao Brasil, e o primeiro exército de fãs apareceu aí. Na época, fazia parte do grupo a turma que está até hoje no inconsciente pop da brasileira (e do brasileiro) entre 35 e 45 anos:  Ricky Meléndez, Charlie Massó, Ray Reyes, Roy Rosselló e Robi Rosa.

APESAR DISSO... notinhas publicadas em jornais da época, como o Última Hora e O Dia, garantiam que o sucesso inicial do grupo se restringiu ao Nordeste.


A SOM LIVRE, ligadíssima à Globo, não perdeu tempo e pôs nas lojas imediatamente o LP/K7 Menudomania, com várias músicas dos três LPs anteriores (todos originalmente gravados em espanhol) traduzidas para o português - até mesmo If you're not here, que estouraria aqui na letra original em inglês, virou Se tu não estás, em bom portunhol. Sim, Não se reprima, lançada originalmente em 1983 no LP A todo rock (no original, No te reprimas) estava lá. Para onde quer que você olhasse, havia uma menina cantando essa música. A RCA, hoje Sony, também pôs nas lojas outro disco em português, A festa vai começar, e um em inglês, Reaching out.

ALIÁS If you're not here esteve na trilha internacional da novela Partido alto, de Aguinaldo Silva (1984). Foi a única vez que uma música do grupo esteve em alguma trilha de novela no Brasil.

TEVE COMERCIAL TAMBÉM O Menudo topou, sabe-se lá por quanto de dinheiro, que Sabes a chocolate virasse jingle da Nestlé. E até apareceu na propaganda.

CARLOS COLLA. Letrista de várias canções gravadas por Roberto Carlos (há quem o chame de "o compositor do Rei"), Colla foi o autor da letra de Não se reprima, tradução de No te reprimas. E também escreveu as letras de Doces beijos, Quero ser, Rock na TV e várias traduções para o português das músicas do Menudo. Hoje a noite não tem luar (no original Hoy me voy para Mexico), gravada nos anos 90 pela Legião Urbana, também é obra dele.

MENUDOMANIA. Se você tinha irmã criança ou adolescente nos anos 80, lembra: domingo à noite, logo depois do Programa Silvio Santos - e com direito àquelas armações típicas do SBT para não coincidir com o horário dos Trapalhões, na Globo - era hora do Menudomania, programa semanal do grupo portorriquenho. Depois de um início em que a banda foi bastante divulgada pela Globo, o "patrão" tomou conta dos trabalhos, convidando o grupo inúmeras vezes para programas como o Viva a noite, de Gugu Liberato, que promovia concursos do "Menudo brasileiro".

A PRIMEIRA TURNÊ NO BRASIL aconteceu em fevereiro de 1985, com shows no Rio de Janeiro e São Paulo. Para um país que havia acabado de sair de uma ditadura, parecia fazer bastante sentido cantar a plenos pulmões o refrão "não se reprima". Não foi só uma turnê: foi um espetáculo de demência, em que fãs disputavam lugares nos estádios (lotadíssimos) a golpes de caratê. Em São Januário, lugar onde ocorreu o show no Rio, cabiam 40 mil fãs, mas compareceram 80 mil. Duas mulheres foram pisoteadas, uma mãe teve sua orelha rasgada e, no geral, quarenta pessoas ficaram feridas. Em São Paulo, o lixo deixado pelas fãs no estádio do Morumbi foi tanto que adiou o clássico Corinthians x Palmeiras marcado para o fim de semana. Havia mais uma data em Minas Gerais, no estádio da Independência - proibida pela prefeitura de Belo Horizonte após a zona generalizada em SP e Rio.

NA TV BRASILEIRA eles foram no Programa Barros de Alencar, Balão Mágico, Programa Silvio Santos, Globo de Ouro, Programa Flávio Cavalcanti. Entre outras atrações.

666, THE NUMBER OF... MENUDO? Na época, várias revistas estamparam em suas capas reportagens afirmando que a banda havia feito um pacto com o coisa ruim, objetivando sucesso, grana e mulheres. Um sujeito chegou a escrever para a Contigo dizendo que, ao girar Não se reprima ao contrário, era possível ouvir a frase "Satanás livre". Quer conferir? Ouve aí.


E NO BRASIL? Você deve lembrar, surgiram algumas boy bands no rastro do Menudo. A mais popular delas foi o Dominó, propagandeada com força pela empresa Promoart, do apresentador Gugu Liberato. Tô p... da vida, Manequim, Com todos menos comigo, Companheiro... você conhece várias deles. Teve também o Ciclone, com rapazes cantando (mal) em uníssono o hit Tipo one way, que estourou na novela A gata comeu.

A PROPÓSITO surgiram também umas bandinhas lembrando os Bay City Rollers, com caras tocando - ou fingindo que tocavam, em alguns casos - instrumentos. Entre elas, o Bom Bom, de Sandro Haick, filho de Netinho, dos Incríveis (com a versão em português de Vamos a la playa, do duo italiano Righera) e o Polegar, do Rafael Ilha (e do hit Dá pra mim).

E NA ARGENTINA E NO BRASIL? Teve o grupo Tremendo, do hit Isso é Tremendo, criado na Argentina, mas que virou uma febrinha por aqui entre 1984 e 1985. O grupo tinha uma vantagem em relação ao seu modelo: admitiam sem constrangimentos que estavam apenas a fim de ganhar uma grana para investir num projeto mais roqueiro. Em 2010, reduzido a um quarteto, o grupo ainda existia e se apresentava em festas e boliches. Aparentemente, a história do Tremendo não acabou bem, como se lê aqui.


ALGUÉM PARODIOU? Sim. Os Trapalhões fizeram várias imitações do Menudo - numa delas, um "quinto" trapalhão, mascarado, era ninguém menos que Lulu Santos (não achei vídeo disso). A Mad botou os portorriquenhos na sua capa e incluiu o aloprado personagem Alfred Neuman como quinto integrante. Nos anos 90/00 também teve: os Ratos de Porão incluíram Não se reprima ao contrário (olha!) na abertura de Satanic bullshit, do CD Just another crime... in massacreland, de 1994. A banda punk Os Pedrêro compôs Menudo capixaba, que unia uma música do Polegar (Dá pra mim) e outra do Dominó (Mas ela não gosta de mim) no CD Estilo selvagem rock n roll (2002). A nota 10 vai mesmo é para o Planeta Diário, que botou na capa de seu segundo número a manchete "Nelson Ned é o novo menudo!" e disse que o cantor se juntaria à formação que incluía os cantores "Ray, Rey, Roy e Ruy".

GROUPIES PRECOCES Teve também o hit infantil A namoradinha do Menudo, composto por Claudio Fontana e gravado pelo grupo As Namoradas - e incluído na trilha da novela infantil do SBT Lupita (1985).

OS GATÕES. Muitos grupos existiram nos anos 80 imitando o Menudo, mas só esses rapazes da Baixada Santista fazem questão de imortalizar o fato até hoje no Youtube. Os Gatões eram os "menudos brasileiros" da região e fizeram várias aparições em programas como o do Raul Gil, o antigo Viva a noite, de Gugu Liberato, e o hoje esquecido Safenados e safadinhos, atração que Fausto Silva apresentou na Band na mesma época em que cuidava do Perdidos na noite, em 1987. Ficou com saudades?

A SEGUNDA TURNÊ NO BRASIL deu ruim. A balbúrdia da primeira tour assustou muia gente. Aconteceu em agosto de 1985 e atraiu bem menos fãs, a ponto de datas serem canceladas em São Paulo (onde levaram 15 mil pessoas ao Ibirapuera) e no Rio. Marcou época a ida do grupo ao Programa Raul Gil - agendada para o primeiro dia em São Paulo para ajudar a vender ingressos - em que o apresentador contou uma piada sobre uma mulher que dizia não gostar do Menudo por estar casada "com um japonês". Robi riu, os outros não.

O GRUPO AINDA VOLTARIA outras vezes. Em 1987 fizeram mais uma turnê verde e amarela, bem pouco divulgada e tumultuada nas internas. Indignado pela recusa de Edgardo em aceitar uma música de sua autoria no repertório, Robi Rosa saiu do grupo abruptamente, no meio do giro. A partir dessa época, o grupo investiria numa imagem meio boy band, meio rock farofa, com cabelos compridos. Em 1989, com formação totalmente modificada, voltariam para divulgar o LP Los ultimos heroes, nessa linha.

E A LEGIÃO, ESQUECEU? Sim, sim, a Legião Urbana fez uma versão de Hoje a noite não tem luar (Hoy me voy a Mexico, vertida para o português pelo Carlos Colla, você leu sobre isso lá em cima) em seu Acústico MTV, gravado em 1991 e só editado em CD em 1999. Renato Russo, em várias entrevistas, sempre demonstrou interesse por boy bands e pelo Menudo em particular.


SKANK MENUDOU. No fim de 1993, muita gente mal deve recordar disso, o Menudo fez sua última visita ao Brasil. Na época, a formação incluía Abel Talamántez, Alexis Grullón, Andy Blázquez, Ashley Ruiz e Ricky López. Estourado aqui e conhecido na América Latina, o grupo mineiro Skank encantou bastante os rapazes e seu empresário Edgardo Díaz. Em Imaginate (1994) os menudos regravaram O homem que sabia demais (Hombre que sabía de máse ainda pagaram tributo ao reggae-de-sintetizador do Skank com Yo quiero bailar reggae. Em Tiempo de amar, de 1996, verteram para o espanhol Uma esmola (virou Una limosna) e Macaco prego (que virou Soy todo un enredo).

MDO. Em 1996, Edgardo Díaz decidiu vender os direitos do nome "Menudo" para uma empresa artística do Panamá. A formação da época do grupo, Abel Talamantez, Alexis Grullón, Anthony Galindo, Didier Hernandez e Daniel Rene, passou a se chamar MDO e a regra dos 16 anos passou a não valer mais. Deu certo por alguns anos. Em 2008, o grupo retornou com outra formação, um visual mais "maduro" e... tocando instrumentos.

MENUDO DO B. Em 1998, três integrantes do inesquecível escrete menudiano de 1984 (Ricky Meléndez, Ray Reyes e Charlie Massó) se reuniu a um trio de veteranos (René Farrait, Miguel Cancel e Johnny Lozada) para comemorar os 15 anos do sucesso na América Latina. O encontro virou uma série de shows que, obviamente, jamais poderiam ser vendidos sob a alcunha "Menudo". O giro se chamou El reencuentro, incluiu clássicos do grupo como No te reprimas e de vez em quando é reativado.

VOCÊ MAL DEVE SABER DISSO, mas o Menudo andou lançando alguns discos recentemente. Em 2007, dois anos antes de o grupo acabar de vez, saiu um EP chamado More than words - a formação era José Bordonada Collazo, Chris Moy, Emmanuel Vélez Pagan, José Monti Montañez e Carlos Olivero. O catacorno Enchanted island saiu em 2011 coletando gravações em inglês feitas pela banda, incluindo uma nova versão, feita em 1994, do hit If you're not here. Encara?


A MTV foi a responsável pela última formação do Menudo, escolhida pelo reality show Making Menudo. A série durou apenas algumas semanas entre outubro e novembro de 2007 e foi tirada do ar por causa de baixa audiência. E o line-up que continha Jose, Chris, Emmanuel, Monti e Carlos durou até 2009.

QUEM VIU NOVELAS como Luz Clarita, O diário de Daniela e outros melodramas mexicanos exibidos pelo SBT lembra da atriz Daniela Luján, que também trilha desde os anos 90 uma carreira paralela de cantora. Sem o Menudo pra cuidar, Edgardo Díaz assinou contrato com ela em 2004 e cuida dos seus shows e álbuns. O primeiro disco do contrato com o empresário, Corazon.com, saiu em 2011. No Brasil, que costuma adotar modinhas latinas, até agora não estourou.

A TURMA DE 1984. Sobre Robi, Roy e Ricky (Martin), os três mais ilustres, você lê mais lá embaixo. Ray Reyes, que entrou no grupo um pouco acima do peso (e era chamado de "Menudo gordinho" pelas fãs até ser obrigado por Edgardo a fazer regime) saiu em 1985 por causa da mudança de voz e tentou encontrar seu lugar ao sol numa outra boy band formada com ex-menudos, Proyecto M. Hoje é casado, tem filhos e não mexe mais com música. Charlie Massó conseguiu manter a voz intacta até depois dos 16 anos - tanto que deixou a banda aos 18, em 1987, e depois voltou brevemente para substituir o recém saído Robi Rosa durante turnê pelo Brasil. Virou ator e cantor. Ricky Melendez (que, você leu lá em cima, estava desde 1977 no grupo) saiu por causa da degola dos 16 e fez de tudo um pouco: teve uma loja, formou-se em direito e hoje tem um escritório que trabalha para imobiliárias.


MAGGIE'S DREAM. Em 1991, o ex-menudo Robi Rosa passou a adotar o nome artístico Draco Rosa e a excursionar com o grupo Maggie's Dream - que, nada a ver com o som de sua ex-boy band, misturava funk, soul e metal com latinidades. Despertaram curiosidade (mórbida, em alguns casos) e fizeram sucesso no meio roqueiro, abrindo shows para Lenny Kravitz, Faith No More (este, inclusive no Brasil) e Fishbone.

ALIÁS E A PROPÓSITO, Robi/Draco costumava nessa época dar entrevistas lembrando que na época do Menudo, eles eram "rapazes muito jovens, que estavam fazendo sucesso rápido demais e conhecendo o sexo e as drogas". Foi nessa época que Edgardo Díaz, criador do grupo, começou a ser acusado de pedofilia e de dar em cima de integrantes do grupo, após rolar uma debandada quase geral na boy band. O empresário precisou ir a um programa de TV negar todas as acusações.

A SAÚDE DE DRACO passa por alguns percalços. O ex-menudo (que depois do Maggie's Dream virou produtor e cuidou de discos de Julio Iglesias e do ex-colega Ricky Martin) descobriu um tumor no fígado em 2011, e em 2013 enfrentou um câncer linfático. Hoje vem cuidando da saúde e adiando seu próximo álbum até estar 100% bom para encarar uma turnê (leia sobre isso aqui).

RICKY MARTIN O ex-menudo mais ilustre de todos deixou a banda em meados de 1989, insatisfeito com a caída no sucesso do grupo. Ricky também lamentava ter passado boa parte da sua adolescência ligado à louca escala de trabalho do grupo e à rigidez de Edgardo Díaz ("ou você fazia as coisas como te falaram para fazer, ou estava fora do grupo", lembra o artista). Trabalhou como ator de teatro e TV até assinar contrato com a Sony, em 1990, e começar a gravar discos solo entre a dance music e o som latino, com quedas para o mesmo romantismo pós-teen de seu antigo grupo. Só no meio da década de 90 conseguiu (muito) sucesso, com singles como Maria e Livin' la vida loca, e com parcerias com nomes como Desmond Child, William Orbit e o velho amigo Draco Rosa.

SAINDO DO ARMÁRIO Em março de 2010, pouco antes de lançar sua autobiografia Eu, Ricky publicou em seu site oficial um texto afirmando: "Sinto-me orgulhoso em dizer que sou homossexual e sou um homem afortunado. Me sinto abençoado por ser quem eu sou". Bem antes disso, o cantor chegou a ter um relacionamento bem longo (14 anos) com a apresentadora de TV Rebecca de Alba. Mas a saída de Ricky do armário pôs fim a especulações que já duravam anos. Em outras entrevistas, ele afirmou que já questionava sua sexualidade na época em que pertencia ao grupo portorriquenho.

ALIÁS E A PROPÓSITO, Ricky provocou discussões ao escrever recentemente no Twitter que "a educação é como a ereção; se você a tem, se nota".

O MENUDO BRASILEIRO Roy Rosselló, impossível não saber, está na A Fazenda 7, da Record. O ex-menudo mudou-se de vez para o Brasil há dez anos, mora em Londrina e trabalha como designer de joias. Sua história é bem movimentadinha. Em 1988, num primeiro momento em que viveu aqui, apresentou o programa Frente Jovem, na Record, e namorou a então apresentadora de programa infantil Mara Maravilha. Na época, foi preso por porte de drogas. Já foi acusado de agredir a ex-mulher e já teve outros processos por não-pagamento de pensão alimentícia - além da ação recente que quase o tirou do reality show pelo mesmo motivo. Ao entrar no programa, já teve quizumbas públicas com Oscar Maroni e Diego Cristo. E também foi pedido em casamento pelo jornalista Felipeh Campos. E como se não bastasse, abriu o verbo contra Edgardo Diaz, criador do Menudo, acusando-o de vários abusos.

TODAS AS LISTAS DE QUARENTA:

- quarenta discos de 1974 parte um dois
- quarenta micromúsicas
- quarenta momentos em que a macumba virou pop
- quarenta músicas que você tem que ouvir parte um e dois
- quarenta melhores momentos de Hermes & Renato
- quarenta fatos sobre o Abba
- quarenta discos de 1984 parte um dois
- quarenta fatos sobre o Menudo.

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