sábado, 27 de julho de 2013

PAULO MIKLOS

Eu gostaria que todos os entrevistados do mundo fossem iguais a esse cara. Paulo Miklos é uma das raras pessoas que merecem o clichê "esbanja simpatia". Ele e os caras com quem dividiu/divide postos nos Titãs fazem parte do raro grupo de músicos brasileiros que merecem o "essa fera aqui" que Fausto Silva solta em verdes pelotas todos os domingos - e bem mais do que isso. Sempre que o entrevistei, me deu aspas interessantes e não deixou de responder nada. E provavelmente manteve o bom humor ao conversar comigo em meio aos - agora públicos  - problemas de saúde de sua mulher, que morreu nesta terça. Uma grande pena.

O papo com ele foi sobre o programa Paulo Miklos Show, que apresenta no canal a cabo Mix TV. Mas também conversamos um pouco a respeito das novas músicas dos Titãs. Ficou um papo bem interessante, que pretendo transcrever na íntegra aqui qualquer hora. Paz no coração de Paulo Miklos e forças titânicas para ele, sua família e seus amigos, é o que posso desejar agora.





TITÃS E EX-TITÃS DOMINAM A TELEVISÃO BRASILEIRA
Paulo Miklos é uma das estrelas do canal a cabo TV Mix e recebe ex-colegas de banda
Publicado em O Dia em 23 de julho de 2013




Em 1985, os Titãs cantaram que “a televisão me deixou burro, muito burro demais”, no hit Televisão. “Mas era uma ironia em cima dessa imagem emburrecedora que fazem da TV. Ela não é boa nem má. A utilização que se faz dela é que pode ser ruim”, diz o titã Paulo Miklos. O cantor mantém desde maio um talk-show com seu nome no canal de TV a cabo TV Mix, Paulo Miklos Show, que vai ao ar às terças, às 22h30. E fez, junto com vários de seus parceiros e ex-parceiros de banda, uma verdadeira ocupação na tela. 

Quase todos os Titãs e ex-titãs têm programas: Tony Bellotto está à frente do Afinando a língua (Futura), Branco Mello é do time do Encontro com Fátima Bernardes (Globo), Charles Gavin, também um ex-integrante, apresenta programas no Canal Brasil, como o Som do vinil. “Nós todos somos da geração TV, né? Sempre gostamos dessa mistura pop que começou com o tropicalismo e a televisão passa por isso”, diz Miklos, que para a tarefa de animador de auditório, inspirou-se “nos Flávios Cavalcantis que conheci na infância”, referindo-se a um dos maiores apresentadores da TV brasileira.

O cantor ainda toca o programa de clipes Galeria Mix (segunda às 23h) e, em agosto, retoma o Mix ao vivo álbuns clássicos, com bandas nacionais tocando discos inteiros ao vivo. Os Titãs foram lá apresentar Cabeça dinossauro (1986) e Paulo foi atração e apresentador ao mesmo tempo. Hoje, no Paulo Miklos Show, recebe a banda Strike, o humorista Orival Pessini (criador do personagem Fofão) e a cineasta Laís Bodanzky.

Espalhados pelos canais, os Titãs podem acabar recebendo ex-colegas de banda em seus programas. Miklos recebeu Nando Reis, que deixou a banda em 2002. “Ele foi só com o violão, foi de uma delicadeza! A ideia não é levar os 16 mil ex-titãs no programa, claro. Só quando estiverem fazendo algo”, diz Paulo, que trocou elogios com Nando. “Ele é um titã até hoje. Crescemos juntos, nossas carreiras são interligadas”.

Os Titãs são o eterno plano A de Miklos. A banda fez recentemente o show Titãs inédito com músicas novas — que vêm sendo comparadas ao peso do Cabeça. “Rola um parentesco. Quando fizemos o show temático do álbum, resgatamos o DNA da banda”. Em meio ao clima explosivo do Brasil atual, os fãs do grupo curtem o protesto de canções novas como Mensageiro da desgraça. “Falamos dessa higienização que querem fazer na sociedade, do tratamento dado aos índios”.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

PADRE JÔ CANTA ANGELA RO RO

Ele é padre. Ele está - óbvio, duh - feliz com a vida do Papa e com a JMJ. Ele também é cantor e apresentou na segunda, em Niterói, um repertório que une música católica, canções religiosas autorais e... músicas de Angela Ro Ro e Gonzaguinha. E ele é fã de Caetano Veloso, Beto Guedes e Milton Nascimento. Conheça o Padre Jô, em matéria que fiz para O Dia.



PADRE JÔ MISTURA CANÇÕES DE ANGELA RO RO E GONZAGUINHA A REPERTÓRIO RELIGIOSO
Ele se apresenta no Teatro Municipal de Niterói nesta segunda-feira
Publicado em O Dia em 22 de julho de 2013


Compasso, parceria de Angela Ro Ro e Ricardo Mac Cord lançada por ela em 2006, relata uma profunda mudança pessoal ("amo a vida a cada segundo/pois para viver eu transformei meu mundo"). E ganha sentido divino hoje, no show que Padre Jô faz no Teatro Municipal de Niterói, às 19h. Com seis discos lançados, ele inova unindo a música popular brasileira a seu repertório católico.

"A música veio num momento de transformação da Angela. Ela não virou uma santa. Só buscou uma forma diferente de viver", afirma o Padre Jô, ou Josumar dos Santos, mineiro de Conselheiro Lafaiete, fã de nomes como Beto Guedes (em cujas músicas vê muita religiosidade), Caetano Veloso e Milton Nascimento. "Ensaiei E vamos à luta, de Gonzaguinha, também. E adoro Trem das cores, do Caetano. É preciso unir o sacro ao profano. Há músicas do dia a dia com mensagens lindas de paz e solidariedade". No show, há músicas próprias como Humano e Rainha do Brasil, além de uma versão da Ave Maria.

Criado num ambiente religioso, Jô, que celebra missas desde 2005 na Paróquia São Francisco Xavier, em Niterói, sempre teve "desejo de doar a vida, mesmo nos momentos de maior questionamento".

Ele não esconde a felicidade pela Jornada Mundial da Juventude e pela chegada do Papa Francisco. "Com seu jeito humilde, ele conquista o jovem. E aprofunda o trabalho sério feito por Bento XVI contra a pedofilia".

Padres-artistas estão sujeitos a muito assédio. Jô se diz seguro em relação à sua escolha de vida. “"Fiz uma opção e isso envolve renúncias. Não preciso nem me manter afastado em relação às mulheres", afirma o religioso.

Ele também não vê com bons olhos ondas conservadoras como a da "cura gay": "É perigoso ter juízos definidos sobre tudo. Deve haver tolerância e respeito pelas opções de cada um".

quarta-feira, 24 de julho de 2013

MÚSICA NO TEATRO, DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO


Tem uma série de musicais bacanas aí levando nomes da música para o palco. Ou seus repertórios. Melhor do que hologramas, né?

Leandro Souto Maior e eu falamos um pouco disso nessa matéria que saiu nesta sexta no
Guia Show e Lazer de O Dia. Aproveitem as dicas.




MUSICAIS BASEADOS NAS OBRAS DE ÍDOLOS COMO BEATLES ESTÃO EM CARTAZ NA CIDADE
Espetáculos atraem até gente que nasceu anos depois de seus ídolos terem encerrado a carreira
Leandro Souto Maior e Ricardo Schott
Publicado por O Dia em 19/07/2013


"O que é bom, não envelhece nunca”, decreta Tadeu Aguiar, diretor de Para sempre, Abba, que acaba de estrear no Teatro Clara Nunes. O musical se propõe a contar uma história a partir das letras de 40 músicas do grupo sueco formado em 1972. Fenômeno dos anos 60, The Beatles também tem espetáculo com suas canções em cartaz na cidade: amanhã, no Vivo Rio, a banda de São Paulo All You Need Is Love revive a vida e a obra do célebre Quarteto de Liverpool. 

“A energia deles é muito forte e atinge várias gerações”, ressalta John Lennon, ou melhor, Sandro Peretto, que interpreta o cantor, compositor e guitarrista dos Beatles no show. “Nosso público vai de pessoas que viveram aquela época a adolescentes que sequer eram nascidos quando os Beatles existiram. Chegam ao camarim chorando para tirar fotos com a gente, tremendo de emoção, quase como se fôssemos os originais. Mas quem provoca isso são os Beatles, a gente só trabalha duro para manter viva essa magia”.

É, parece mesmo que a paixão pelas músicas e a curiosidade pela vida de artistas que fizeram história é algo que resiste ao tempo, e segue gerando mais e mais produtos e espetáculos temáticos. Além do palco, o All You Need Is Love acaba de lançar o DVD triplo Ao vivo na Inglaterra, com o registro de gravações que fizeram no estúdio Abbey Road e no inferninho Cavern Club, onde os Beatles começaram a carreira. Vale lembrar que o grupo de John, Paul, George e Ringo já ganhou um musical brasileiro de sucesso em 2008, Beatles num céu de diamantes.

AS PORTAS DA PERCEPÇÃO Quando o ator Eriberto Leão nasceu, o vocalista do grupo norte-americano de rock The Doors, Jim Morrison, já tinha morrido. Fã, o ator idealizou e encarna o ídolo em Jim, em cartaz às terças, quartas e quintas no Teatro Leblon. “Essa é minha homenagem ao artista que abriu as portas da minha inquietação, das artes dramáticas, da literatura e da percepção”, diz Leão. 

MPB RENASCE NO TEATRO Musicais que levam grandes nomes da MPB para o palco? A onda rola há alguns anos, em peças como Raul fora-da-lei, homenagem a Raul Seixas dirigida e protagonizada por Roberto Bomtempo em 1999. Depois, vieram Renato Russo, de Daniela Pereira de Carvalho, estrelada por Bruce Gomlevsky (2006), e, mais recentemente, Vale tudo — Tim Maia, o musical, baseado no livro de Nelson Motta e visto por mais de 300 mil pessoas. Espetáculo que agora está em cartaz em São Paulo, sem previsão de volta ao Rio.

Por aqui, Gonzagão — a lenda, de João Falcão, que conta a história do Rei do Baião, voltou à cena no Theatro Net Rio e fica em cartaz até 1º de setembro. “Muita gente me disse que descobriu pela peça como Luiz Gonzaga está impregnado em nossa cultura, ou que certas músicas famosas são dele. Gostei muito da resposta do público”, anima-se Falcão.

Nesse fim de semana, os fãs de teatro e forró têm a última chance de assistir a um outro Gonzagão em Arraiá dos Irmãos Brothers, que mistura circo, teatro e festa caipira. Só que o personagem, em começo de carreira, é interpretado por uma mulher, a atriz Tatiana Miranda. A peça, para o público infanto-juvenil, será encenada amanhã no Centro Cultural Parque das Ruínas.

Música em cena

ALL YOU NEED IS LOVE 
Vivo Rio. Avenida Infante Dom Henrique 85, Aterro do Flamengo (2272-2901). Amanhã, às 22h. De R$ 80 a R$ 220 (estudantes e maiores de 65 anos pagam meia). 16 anos. Única apresentação.

ARRAIÁ DOS IRMÃOS BROTHERS 
Centro Cultural Parque das Ruínas. Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa (2224-3922). Amanhã, às 17h. Grátis. Livre.

GONZAGÃO — A LENDA 
Theatro Net Rio — Sala Tereza Rachel. Rua Siqueira Campos 143, sobreloja, Copacabana (2147- 8060). Sex, sáb e qui, às 21h; e dom, às 20h. De R$ 90 a R$ 120 (estudantes e maiores de 65 anos pagam meia). Até 1º de setembro. Não haverá apresentações nos dias 25, 26, 27 e 28 de julho.

JIM 
Teatro Leblon — Sala Tônia Carrero. Rua Conde Bernadotte 26, Leblon (2529-7700). Ter, qua e qui, às 21h. De R$ 60 a R$ 80 (estudantes e maiores de 65 anos pagam meia). 16 anos. 
Até 25 de agosto.

PARA SEMPRE, ABBA

Teatro Clara Nunes. Rua Marquês de São Vicente 52, Shopping da Gávea (2274-9696). Qui, sex e sáb, às 19h; e dom, às 21h. De R$ 80 a R$ 90 (estudantes e maiores de 65 anos pagam meia). Livre. Até 9 de outubro.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

FUNK DA NARCISA TAMBORINDEGUY

O apartamento da Narcisa Tamborindeguy, no Edifício Chopin (colado ao Copacabana Palace, em Copa) é cheio de espelhos. A sala é lotada deles, a ponto de ficar complicado até para realizar as fotos desta matéria - o fotógrafo João Laet, que foi lá comigo, quase me fotografou sem querer algumas vezes. Você pergunta onde é o banheiro, vai lá e.... tem fotos dela na pia. No box do banheiro também tem fotos e até um retrato dela, uma pintura. O nome "Narcisa", óbvio, combina perfeitamente.

Nas prateleiras do corredor, mais fotos, dela e de amigos. Achei até estranho quando cheguei num quarto pequeno e de decoração clean (clean à moda Narcisa, evidentemente), lá pelos fundos da casa. Era o lugar escolhido por ela e pela dupla Taís Salles e Tatá Ogan, que fizeram com ela o Funk da Narcisa, para dar início aos ensaios e gravações da música. O funk já havia ganhado uma versão rough de muito sucesso no YouTube e agora recebe pela primeira vez os vocais da socialite - no hit-rascunho, ganhara frases retiradas do próprio site de vídeos.

O Dia acompanhou ensaio e gravação da música, bateu um papo com Narcisa e com as compositoras e saiu essa matéria aí - que fiz semana passada. Para ler nas imagens tiradas dos PDFs, clique duas vezes nas fotos. Tem também aí embaixo um vídeo que fiz lá e que apareceu no site do jornal. Na foto acima, eu e Christina Fuscaldo (do portal Garota FM) e Narcisa. Sim, ela é advogada e jornalista, e tem uma carteira de imprensa internacional.



O DIA ACOMPANHA COM EXCLUSIVIDADE AS GRAVAÇÕES DO FUNK DA NARCISA
O hit vai ganhar um clipe, e tanto ela quanto as compositoras querem a ajuda dos fãs para fazer a maior festa
Publicado em O Dia em 16 de julho de 2013

Sim, Narcisa Tamborindeguy usa a expressão “ai, que loucura!” a todo momento. Solta a frase assim que surge na sala de seu apartamento no Edifício Chopin, em Copacabana, para dar início às gravações do Funk da Narcisa, no qual ela une sua máxima às irônicas “ai, que absurdo/ai, que badalo/Eike Batista”. 

Feito pelas compositoras Taís Salles e DJ Tatá Ogan, o funk já despertou a atenção de 150 mil internautas
no YouTube. E ganha sua versão definitiva só agora. “Nunca cantei, só em karaokê. Mas agora é de verdade!”, grita a socialite, advogada, jornalista e dona de uma carteira de imprensa internacional — que faz questão de exibir para a equipe do DIA.

“Eu ando de iate em Trancoso e em Ibiza/Tenho muito dinheiro numa conta da Suíça”, diz a letra. Pois bem: a inspiração para o funk, recorda Taís Salles, veio de uma situação nada chique. “Cortaram a luz lá de casa e eu comecei a brincar com o ‘ai, que loucura!’ da Narcisa, só que falando ‘ai, que pobreza!’”, recorda.

Taís convidou a amiga Tatá Ogan e juntas (já com luz em casa, claro) fizeram uma pesquisa de frases da socialite no YouTube. Realizaram a primeira gravação a partir delas, soltaram no YouTube e esperaram que chegasse em Narcisa — e chegou. “Os fãs falam da música, perguntam se não vai ter um clipe. Ai, que loucura! Ai, que funk!”, exclama (sim, sem deixar sua frase-assinatura de lado) Narcisa. Para assinar a gravação, Taís, Narcisa e Tatá adotaram o codinome TNT, com as iniciais das três.


video

Os fãs podem ficar tranquilos: sim, o ‘Funk da Narcisa’ vai ganhar um clipe. E os admiradores da socialite podem participar dele. “Vamos montar um sistema de crowdfunding para arrecadar o valor: quem colaborar participa da gravação, como se estivesse numa festa onde o TNT mostra o funk”, anuncia Tatá.

E, não, Narcisa não vai contribuir com um centavo, nem é essa a ideia. “Queremos que os fãs participem e montem um baile para eles. E vai ser a maior comemoração. Outro dia fui numa festa num hostel e tinha umas 200 pessoas pulando ao som da música. Imagina no clipe?”, sonha Taís. Com a quase xará Tatá (as duas têm o mesmo apelido), ela desenvolve trabalhos ligados à MPB, distantes dos batidões. “Tentamos colocar umas batidas diferentes no Funk da Narcisa, criar uma coisa mais sofisticada, a cara dela”, diz Tatá Ogan.


Narcisa não é exatamente uma fã de funk (“gosto só do meu e do da Anitta!”, brinca), mas já teve seus namoros com o estilo musical. Chegou a ameaçar uma parceria com o funkeiro Mr. Catra, que não deu em nada. “É que a gente aqui só quer filé mignon, não quer alcatra”, brinca (as compositoras revelam que o astro do funk ficou de entregar uma letra, mas não mandou). 



Ela tem atacado de DJ, numa linha eclética o suficiente para incluir “de Madonna ao Dalai Lama, passando por Cazuza, Chocolate, do Tim Maia, e Black Eyed Peas”. E, claro, sua própria música. “Sou musa gay. Em toda festa que vou, meu funk está no topo da lista”.
A última onda de Narcisa antes do funk foi a participação nas duas temporadas do reality Mulheres ricas, da Band. “A coisa que eu mais gostei lá foi fazer do meu jeito. A pauta era minha, tudo era meu. Eu apareci como eu sou”, diz, sempre falando alto.

SOCIALITE FUNKEIRA Ela está meio sumida, mas teve outra funkeira de alta classe que chegou às páginas dos jornais, não faz muito tempo. Em 2009, a socialite carioca Heloisa Faissol gravou um batidão, Dou pra cachorro. Apavorou por, entre outras coisas, ser cunhada de ninguém menos que o rei da bossa nova João Gilberto. O violonista não curtiu muito sua guinada para o funk. “Mas fazer o quê? Eu também não aprovo a atitude da maioria dos músicos da MPB, que dominam o mercado e têm dinheiro para pagar jabá”, disse ela numa entrevista em 2010.

A LETRA DO FUNK DA NARCISA

Vamos anunciar o grande acontecimento social: 
Todo mundo no mundo underground me ama! 
Eu quero ser, ah, eu prefiro ser DJ 
Hoje eu sou convidada pra ser DJ 
Adoro... gostooooso, gostosinho.

Tô no funk 
Ai, que loucura! 
Narcisa Tamborindeguy 
I’m #TheFaceOfRio 
Já mandei com Hashtag

O meu nome é Narcisa (adoro) 
O meu nome é Narcisa (adoro) 
Ai, que loucura! 
Ai, que absurdo! 
Ai, que badalo! 
Eike Batista!

Eu sou irreverente, jogo coisas da janela 
E sou mais badalada que artista de novela 
Só faço o que eu quero e sei curtir a vida 
Já postei no meu Twitter, tô na 5ª Avenida 
O meu nome é Narcisa (vou pra Nova York) 
O meu nome é Narcisa (vou pra Nova York) 
Ai, que loucura! 
Ai, que absurdo! 
Ai, que badalo! 
Eike Batista!

O meu nome é Narcisa (tá, gente?) 
O meu nome é Narcisa (tá, gente?) 
Ai, que loucura! 
Ai, que absurdo! 
Ai, que badalo! 
Eike Batista!

Eu ando de iate em Trancoso e em Ibiza 
Tenho muito dinheiro numa conta da Suíça 
Sou vizinha do Copa dou festão de fim de ano 
Peguei meu bronzeado na piscina do Fasano 
Hahahahahahah 
Ai, que loucura! 
Ai, que absurdo! 
Ai, que badalo! 
Eike Batista!

Ai que loucuraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! 
Eu vou abrir pra vocês uma tacinha, 
tá meu amor? Vamos brindar! 
E as tacinhas eu trouxe de Trancoso da Bahia 
Então... ser chique é ser natural, é ser o que você é 
É ser verdadeiro, isso é ser chique.

E uma alta cotação em euros de felicidade 
pra vocês! 
Ai, que loucura! 
Ai, que absurdo! 
Ai, que badalo! 
Eike Batista!

Press, internacional Press baby 
Tá, eu amo vocês de coração, muito obrigada 
pela homenagem, beijooo! 
I love you, beijo! 
Ai, que loucura! 
Ai, sucesso! 
Pra você, a Madonna, o Dalai Lama e os 
monges budistas 
Uma chapelada, meu amor, que você não sabe 
Tá, um beijão chic, tchau!

JOÃO BITTENCOURT APRESENTA JÚLIO REIS

Fica aí como registro o papo que bati com o pianista carioca João Bittencourt sobre o show que ele fez na segunda passada, relembrando o desconhecido repertório do pianista Júlio Reis (1863-1933). Tem ainda um disco que ele fez com as músicas do compositor, João Bittencourt, piano solo, apresenta Julio Reis.

Saiu na segunda passada mesmo, em O Dia.



terça-feira, 16 de julho de 2013

MITOS E VERDADES SOBRE OS ROLLING STONES

Essa matéria saiu no Jornal do Brasil em algum dia de 2008, quando foi editado o livro Sexo, drogas e Rolling Stones, escrito por  José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues. Bati um papo com os dois sobre o livro e sobre a banda e foi publicada na capa do extinto e saudoso Caderno B. Achei graças ao site da Ediouro, que publicou o livro. Aproveito para consertar anos depois um errinho, que foi o nome da artista gráfica Bea Feitler (saiu publicado "Bia" Feitler no jornal e nos sites que reproduziram a matéria).

MITOS E VERDADES
No livro Sexo, drogas e Rolling Stones, José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues expõem a intimidade do grupo e revelam as conexões brasileiras
Publicado no Jornal do Brasil em (não lembro nem o dia nem o mês) de 2008.



Hoje, dia do lançamento nacional do filme Shine a light, de Martin Scorsese – que mostra os bastidores de um show dos Rolling Stones em Nova York, em 2006 – outro retrato da legendária banda britânica toma as livrarias. Trata-se do livro Sexo, drogas e Rolling Stones (Agir), escrito pelo jornalista José Emílio Rondeau e pelo historiador Nélio Rodrigues, que revela casos íntimos do longevo grupo, com fotos inéditas e material raro coletado de revistas – incluindo antigos títulos nacionais, como a Revista do Rádio (que nos anos 60 fez uma pioneira reportagem sobre rockstars e drogas, com os Stones) e Geração Pop

Rondeau, que conheceu Rodrigues quando preparava seu filme 1972, diz que a pesquisa para o livro seguiu o mesmo ritmo frenético da banda. 

"Estamos pesquisando desde 1965, quando ouvimos (I can't get no) Satisfaction pela primeira vez", brinca. "Mas, a sério, tivemos que agir de outubro a fevereiro, embora já tivéssemos tudo que precisávamos à disposição para o trabalho". 


Os autores têm relações com a história da banda no currículo. Rondeau entrevistou o guitarrista Keith Richards (em 1988) para a revista Bizz

"Ele foi simpaticíssimo", recorda o jornalista, que não esteve com nenhum outro stone, mas pôde, no dia seguinte à entrevista, ver a gravação de um clipe da banda. "Ver e ouvir a guitarra de Keith ali bem perto foi uma sensação inédita para mim". 

Nélio Rodrigues já escrevera em 2000 outro livro sobre a banda, Os Rolling Stones no Brasil – Do descobrimento à conquista (1968-1999), mostrando minúcias das visitas de Mick Jagger, Charlie Watts e Mick Taylor (guitarrista que substituiu Brian Jones nos Stones) ao Brasil, além dos shows da banda em turnê pelo país. 

"A ligação deles com o Brasil nunca foi explorada pela mídia. Já vieram aqui várias vezes e compuseram uma música inspirada no candomblé, Sympathy for the devil. A capa do Black and blue, disco de 1976, foi feita por uma designer brasileira, a Bea Feitler", conta Rodrigues.

Ele lembra que Jagger e sua então namorada, Marianne Faithfull, visitaram o Brasil em 1968 e conheceram o Rio, Salvador (onde o cantor participou de rodas de samba com pescadores) e até mesmo Matão, no interior de São Paulo. "O show dos Stones em Copacabana foi em frente ao mesmo hotel em que o Mick e a Marianne ficaram hospedados em 1968, o Copacabana Palace". 


Sobre esse show, Rondeau gosta de imaginar que foi feito no lugar em que um stone "descobriu o Brasil". 

"Muita gente não se dá conta disso, mas Mick Jagger conhece profundamente o Brasil. Nas vezes em que esteve aqui, viu cultos afro-brasileiros, tocou com nossos músicos e até tomou cachaça com operários. Ele não se comportou como um pop star fazendo turismo", define o autor que, com Rodrigues, coletou dados como o fato de o vocalista ter visitado uma favela da Zona Sul carioca e filmado tudo com uma câmera Super 8. 

Entre o material inédito mostrado pelo livro, há várias fotografias de Mick e Marianne no Brasil em 1968, clicadas por Adger W. Cowans – fotógrafo americano que adorava jazz e, por conta disso, acabou engrenando uma conversa com um acuado Mick, perseguido pelos fotógrafos no Brasil e ciceroneado por ninguém menos que o jornalista Carlos Leonan e o cronista Fernando Sabino. 

"Também pegamos um extenso depoimento do cantor Arnaldo Brandão, que morou com Mick Taylor na Inglaterra. Ele esteve no olho do furacão dos Stones, viu tudo de perto, até hospedou Taylor no Brasil", diz Rodrigues. 

O pesquisador (que, antes de abraçar a história, se formou em biologia) diz que não precisou entrar em contato com a equipe dos Stones para editar seu livro, nem o que fez com Rondeau. 

"Lá fora saem livros e mais livros sobre os Rolling Stones, isso é comum. Jamais aconteceria o mesmo problema que tivemos aqui com Roberto Carlos em detalhes, do Paulo César Araújo", garante. 

Num livro chamado Sexo, drogas e Rolling Stones, evidentemente o prato principal são os inúmeros casos envolvendo os integrantes da banda. Em especial Keith Richards, que enfrentou inúmeras prisões por porte de drogas e é o rei das declarações e atitudes irônicas. 

"Keith é, de fato, o doidão, aquela pessoa da qual todo mundo sabe tudo, ao contrário de Mick Jagger, que é extremamente controlado e reservado. Agora, o menino levado da banda é mesmo Ron Wood (guitarrista que substituiu Mick Taylor). Ele chegava a levar bronca do Keith por estar sempre drogado nos ensaios", lembra Rondeau, que compreende perfeitamente o lado mais sombrio da banda.

"Eles passaram como um trator por cima de tudo que os obstruísse. Que banda dura esse tempo todo? E, num mercado competitivo como o pop, você tem que ser um pouco cruel".

domingo, 14 de julho de 2013

NÓS, MULHERES DE ROQUEIROS

Leandro Souto Maior e eu fizemos essa matéria, que saiu em O Dia ontem, em pleno Dia Internacional do Rock, sobre a vida e o dia a dia de mulheres de roqueiros brasileiros famosos.

É difícil conviver com a vida louca dos outros - viagens, trabalho (muito), correria. Elas tentam.


MULHERES DE ROQUEIROS REVELAM AS DORES E AS DELÍCIAS DA VIDA AO LADO DELES
Com bom humor e muito amor, elas driblam o assédio das fãs, superam a distância e ignoram o som alto
por Leandro Souto Maior e Ricardo Schott
Publicado em O DIA no dia 13 de julho de 2013


Ser mulher do vocalista de uma banda de rock deve ser o máximo, não é? Tem até propaganda na televisão falando disso. A verdade é que nem sempre é mole ser casada com um marido-roqueiro, que tem que se dividir entre shows, viagens e a família. Sem falar no assédio das fãs enlouquecidas. E quando a banda vai ensaiar no lar do casal, e sobra para a patroa fazer lanchinho para a galera?

Hoje, Dia Mundial do Rock (celebrado desde o histórico festival beneficente Live Aid, em 13 de julho de 1985), o D Mulher revela como é a vida das moças que curtem e seguram a onda ao lado de roqueiros como Tico Santa Cruz (Detonautas), Philippe Seabra (Plebe Rude), Canisso (Raimundos) e Bruno Gouveia (Biquini Cavadão). 

Izabella Brant de Vasconcelos Schueler Vieira, cantora. Está casada há dois anos
com Bruno Gouveia, do Biquini Cavadão. Eles não têm filhos

Bruno Gouveia e Izabella Brant dividem a mesma profissão: os dois são cantores. Só que ele seguiu o caminho do rock com o Biquini Cavadão (que hoje celebra a data dedicada ao gênero ao lado de Plebe Rude e Paralamas do Sucesso na Fundição Progresso) e ela, do forró, à frente de sua banda, a Menina do Céu.

“Sempre que ele não tem show, acaba aproveitando para ir aos meus. E ainda faz participação especial! Imagina, um roqueiro cantando xote... E olha que ele leva jeito!”, diverte-se Izabella.

Mas, claro, apesar da atividade musical comum, nem tudo é afinado como neste dueto “forrock”. “Um ponto negativo é quando chegam as datas importantes para a família ou para nós e estamos afastados. Dia dos Namorados juntos é sempre uma incógnita, por exemplo. Mas aprendemos a celebrar antes ou depois das datas em si. Fica especial do mesmo jeito”, resigna-se ela.

Por ser cantora, Izabella, assim como Bruno, também passa pelos usuais assédios dos fãs. “Sei sair da situação com bom humor e ele acaba achando graça. O segredo é ter jogo de cintura e saber impor limites”, ensina.

Ensaios do Biquini em casa? Por ela, tudo bem: “Adoro cozinhar e inventar lanches, almoços e jantares. É um prazer e lamentamos não termos tanto tempo para isso. Bronca aqui é só quando a música acaba!”.


Adriana Toscano de Vilhena Campos, psicóloga, produtora e mãe de família. Está casada há 23 anos com Canisso, do Raimundos. O casal tem quatro filhos: Mike, 21 anos; Lori, 20; Nina, 13; e Pedro, 9

O mundo dá voltas: “Quando o conheci, eu é que viajava, pois fui atleta profissional de remo. Então, teve volta!”, recorda Adriana Toscano, mulher de Canisso, baixista do Raimundos. “Até hoje, mesmo depois de tantos anos, sinto saudade quando ele viaja. Quando dá, eu vou junto. Mas já foi bem f... deixar ele nessa estrada. Tivemos problemas quando fiquei muito sem ir nas viagens, porque tinha acabado de ter meu terceiro filho, e o Raimundos estava estouradaço com Mulher de fases. Mas não desisti dele, nem ele de mim. Temos muito amor um pelo outro”.

Adriana também é instrumentista: já foi baterista e teve sua própria banda. Ela, portanto, foi alvo do assédio dos fãs. “Antigamente, o Canisso queria logo sair na porrada! Uma vez, saindo de um show dele, quando já estávamos nos dirigindo para o carro, um grupo de fãs se aproximou e um deles falou para o Canisso: ‘Não quero seu autógrafo, não. Quero o da sua mulher!’ Ficamos todos rindo, foi bem engraçado, mas ele ficou p... da vida!”, diverte-se.

Hoje, é ela quem organiza a agenda dele. Depois de tantos anos casados e de tantas experiências, a paixão pelo rock faz sua parte para mantê-los juntos: “Comecei gostando de AC/DC, depois descobri Suicidal Tendencies, Metallica, Queen, Queens Of The Stone Age, Ramones... Aqui em casa todos curtem rock!”, orgulha-se. “O bom é que não caímos em uma rotina, por isso o casamento está sendo longo”.

Luciana Rocha, astrônoma. Está casada há 12 anos com o vocalista Tico Santa Cruz. Mãe
de Lucas, 12 anos, e Bárbara Odara, 5

Ela ama o gênero musical abraçado pelo marido, Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas. E tem até uma tatuagem no pulso em homenagem ao rock. Na próxima sexta-feira, quando ele subir ao palco do Circo Voador, Luciana Rocha deve estar lá no gargarejo, babando por ele.

“Já aconteceu de eu ser barrada no camarim dele pelo segurança. Quando comentei que era a mulher do Tico, ele apontou para várias outras meninas e disse: ‘Tá vendo aquela ali? Também é mulher do Tico. Aquela outra ali é a namorada do Tico, e aquela mais atrás é mãe do Tico. Tem umas 20 mulheres aqui querendo entrar dizendo que são mulheres dele”, conta ela, que, depois de algum custo, conseguiu provar ser a “oficial”. “Quando ele sai em turnê, a saudade alimenta nossa relação. Quando ele retorna, os sentimentos sempre se renovam. Ele é muito fofo, me acorda de madrugada para dizer que me ama e passa boa parte do tempo me fazendo carinho”, derrete-se Luciana.

Fernanda Silva Rodrigues de Seabra, funcionária pública. Casada com Philippe Seabra, da Plebe Rude, há 10 anos. Eles têm um filho, Philippe, de 1 ano e 7 meses

Philippe Seabra, vocalista e guitarrista da Plebe Rude, faz a festa do rock hoje na Fundição Progresso, ao lado de Paralamas e do Biquini Cavadão de Bruno Gouveia. Sua parceira, Fernanda, porém, não vai poder comparecer. “Quando não tínhamos filho, cheguei a ir com ele algumas vezes nas turnês. Adoro ir, mas depois que nasceu o Lipe-Lipe, é assim que chamamos o nosso filhote, isso se tornou tarefa impossível”, lamenta ela.

O estúdio de Philippe Seabra fica em casa. Então, é inevitável o barulho. Fernanda não costuma dar bronca, mas quando o bebê vai dormir e os ensaios são à noite, acaba pedindo para ele maneirar um pouco. Ela conta ainda que ficar em casa cuidando do pequeno quando Philippe vai tocar não é problema, já que não teme o assédio das fãs dele. “Os roqueiros hoje estão mais caretas. A maioria que eu conheço é bem casada e costuma ser fiel... até onde eu sei! No caso da Plebe, costumam ir ao camarim mais homens que mulheres. Esse é o perfil de fãs da banda. Sorte minha e azar dele!”, brinca.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

MAURO FERREIRA, "CANTADAS"

O grande mestre Mauro Ferreira tá lançando o livro Cantadas, um passeio pelas discografias de 25 cantoras da música popular brasileira - e ele, por sinal, completa 25 anos de carreira nas redações do Brasil (em O Globo, Bizz, IstoÉ e há um bom tempo, aqui no O Dia)Leandro Souto Maior e eu batemos um papo com ele. Saiu ontem em O Dia. Para ver a matéria como ela saiu no jornal, clique nas imagens duas vezes.


MAURO FERREIRA, COLUNISTA DE O DIA, LANÇA O LIVRO CANTADAS 
Por Leandro Souto Maior e Ricardo Schott
Publicado em O Dia em dez de julho de 2013

As entrevistas com Maria Bethânia foram tantas que o jornalista, crítico musical e colunista de O DIA Mauro Ferreira até já perdeu a conta. “Em uma ocasião, ela mesma brincou: ‘Não sei o que você ainda quer me perguntar, porque já sabe todas as minhas respostas’. Demos muitas risadas”, recorda ele. 

Ao completar duas décadas e meia de trabalho em redações, Mauro Ferreira lista a discografia de várias cantoras brasileiras que já entrevistou no livro Cantadas — A sedução da voz feminina em 25 anos de jornalismo musical (Independente/Organograma Livros, 192 págs., R$ 35). O lançamento será no próximo dia 17, no restaurante Ettore, no Leblon.

Cantadas (cujo nome foi sugerido pelo amigo Rodrigo Amaral, responsável pelo projeto gráfico da obra, no formato dos antigos compactos, lembra?) foca em nomes históricos. Inclui Elza Soares, Gal Costa, Cássia Eller, Zizi Possi e Angela Ro Ro. Mas também estão lá Maria Rita, Teresa Cristina e Maria Gadú, revelações da década passada, e Tulipa Ruiz, bem mais recente, em meio às musas eternas. “Temos vozes masculinas relevantes, mas as mulheres provocam as maiores paixões”, atesta Ferreira.

A voz feminina é a sua grande paixão — e, garante ele, a preferência nacional. “Meus textos que mais repercutem são sobre cantoras”, revela. “Veja o The Voice Brasil: havia muitos concorrentes, mas o Brasil se encantou mesmo foi com a Ellen Oléria. Na Era do Rádio, Emilinha Borba e Marlene mobilizavam os fãs. Ainda hoje, o público discute se Gal é melhor do que Bethânia e vice-versa”.

SELEÇÃO DIFÍCIL Os discos de todas as escolhidas tocaram em seu aparelho de som
durante a elaboração do livro. A seleção dos 25 nomes foi sofrida. “Poderia ter feito um livro com 50 ou com 100, mas selecionei cantoras com as quais tive relação profissional. Procurei também expor a diversidade de estilos do canto brasileiro e abraçar várias gerações”, explica. “Fui criado ouvindo a MPB e o samba dos anos 70, mas não quis centrar só nisso”.

Cida Moreira, nome feminino pouco divulgado, embora de carreira duradoura, está lá também. “Ela encarna a cantora de cabaré, de verve teatral. Deveria ser mais ouvida”, recomenda.

Em Cantadas, Cássia Eller (1962-2001) é o único nome que já “saiu de cena”, como Mauro Ferreira costuma dizer quando precisa se referir (em seu blognotasmusicais.blogspot.com, atualizado diariamente, ou na coluna semanal, publicada às segundas-feiras em O DIA) a algum artista morto. “Queria ter incluído Elis Regina e Clara Nunes, mas não tive o privilégio de conhecê-las”, lamenta.

Foi ele um dos debatedores em uma das últimas entrevistas de Cássia, no programa Sem censura, da TV Brasil, em 23 de novembro de 2001. O vídeo está disponível no YouTube. “Quando lembro dela, fico triste. Ela partiu no auge artístico e comercial da carreira. Fico imaginando o que não teria feito nesses 12 anos. Ela foi, na área do rock, a grande cantora brasileira”. 

MÚSICA E NOVELAS EM LIVRO   Cantadas é o segundo livro de Mauro Ferreira. Apaixonado por música, o jornalista estreou, curiosamente, escrevendo, com Cleodon Coelho, sobre a vida da novelista Janete Clair, em Nossa Senhora das oito (Ed. Mauad, 2003).

“Sempre fui noveleiro. Se não fosse crítico de música, acho que estaria escrevendo roteiros. O Brasil é o país das cantoras e das novelas”, decreta.

Ele conta que já pensou mesmo em migrar para a profissão de roteirista, chegou a escrever peças teatrais e teve dois textos encenados no Rio, Terra de cego (1997) e Caiu na rede é peixe (2000). “Não me senti confortável ao estar simultaneamente dos dois lados e preferi o jornalismo”, explica.

terça-feira, 9 de julho de 2013

NOVOS NOMES DO GOSPEL

Uma matéria minha que saiu nesta terça no jornal O Dia sobre uma galera nova (ou pelo menos recente, que vem gravando e fazendo trabalho de formiguinha há dez anos) do som gospel, aqui do Rio e de São Paulo. Eles misturam a Palavra de Deus com a black music, relembram que a música de louvor era feita em igrejas norte-americanas com corais e bater de palmas e querem se comunicar com um público que não inclui apenas cristãos. E fazem um som que vale a pena ouvir, independentemente de sua crença ou religião. Abra os ouvidos, perca o preconceito e ouça essa. O texto segue abaixo e ainda tem as imagens do PDF aí (antes que me zoem, já aviso que tem dois erros de revisão na matéria que saiu no jornal - achem aí).


MÚSICA DE DEUS
Unindo a Palavra de Deus e o som black, artistas gospel faz música para todo mundo, não só para os cristãos
Publicado no jornal O Dia em 9 de julho de 2013


Eles querem ser ouvidos não só pelos evangélicos, mas por todas as pessoas. São artistas gospel e falam de Deus nas letras — mas são críticos com relação à música religiosa produzida atualmente e buscam aproximá-la de sons black, mais ligados à música norte-americana de louvor (os negro spirituals). Ou levá-la para outros lados da cultura negra, como o rap, o reggae ou a canção soul. E já vêm colhendo frutos: o cantor Leonardo Gonçalves, 33, que gravou em junho seu primeiro DVD, Princípio (a sair em setembro pela Sony), conquistou o terceiro lugar geral do iTunes com seu álbum anterior, Princípio e fim (2012). “A Sony me disse que muita gente criou conta lá só para poder comprar meu disco”, informa. 


Leonardo, que une gospel, pop, soul norte-americano e até MPB, viveu dos 2 aos 15 anos fora do Brasil, após a separação dos pais. “Morei nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. Aos 11 anos, descobri o (conjunto vocal) Take 6, um marco na minha vida. Minha primeira memória musical é o lançamento do disco Thriller, de Michael Jackson (1983). No Brasil, fiz o dever de casa e ouvi Ed Motta, Ivan Lins, Djavan, Elis Regina, Rosa Passos, Joyce”, elenca ele, que é da Igreja Adventista e filho de pastor. Em Princípio e fim ganhou a participação de músicos estrangeiros, incluindo a Sinfônica de Praga (com direito a gravações na República Tcheca).

Entre os outros nomes que renovam o gospel, os cariocas do Israel Coral definem seu som com precisão. “É negro spiritual mesmo, embora cada um venha com suas próprias influências, até da música clássica”, afirma a cantora Luciana Paulino, 25. Ela, ao lado de Edson Junior, Rafael Paulino, Luul Paulino e Elisa Custódio, louva o Senhor com os alegres corais de Nosso General e Festa da paz. A Palavra é a mesma dos chamados artistas “congregacionais” (os mais populares do estilo), mas há sofisticações. “Temos toques de jazz. Procuramos uma linha não-convencional. A maioria das músicas gospel é em lá, dó, mi, e tentamos fazer diferente”.


“Hoje há até MPB e bossa nova gospel! Nós não fazemos música só para crentes. Fazemos para todos. E para o cristão que gosta de black music e não encontra nada parecido com o som com o qual se identifica”, diz Tiago Vaz, 33, produtor e baixista do grupo carioca Acris Soul. Ele diz oferecer com seus amigos “assuntos do cotidiano nas letras, sem esquecer da Palavra de Deus”. O grupo tem nos vocais o pastor Ivan Vaz, 35. 

O gospel e o secular já uniram forças em 2010 num show de Ed Motta, do qual Leonardo participou ao lado do cantor do grupo Raiz Coral, Renato Max. “Ele me convidou pelo Twitter! Cantamos Isn't she lovely, de Stevie Wonder, que é uma música neutra. Não é uma canção religiosa, embora cite Deus. Fiquei impressionado com o respeito do Ed pela religião”, afirma o cantor. “Ainda há preconceito separando o religioso do secular e até entre a música evangélica e a música católica. Dentro e fora do meio cristão existe música massificadora, que não põe você para pensar”, analisa.

O RAP TAMBÉM É COISA SAGRADA Autor de canções gravadas por Leonardo Gonçalves, o rapper gospel Michael Valente, 27, acaba de lançar o CD Guerra declarada — com produção, por sinal, de Tiago Vaz, da Acris Soul. Convertido no fim da adolescência, ele conheceu o rap por uma fita com músicas dos Racionais MCs. “Eles, Marcelo D2, MV Bill e Gabriel O Pensador são exemplos para os rappers”, enfileira, acrescentando que no Brasil faz falta uma revolução sonora no gospel. “Já ouvi pessoas dizendo que não curtem a música gospel por ela parecer repetitiva”, diz, citando os nomes de Thalles Roberto e Ton Carfi como dois grandes renovadores.

REGGAE CONTRA A MACONHA Morador de Cabo Frio e frequentador de uma congregação evangélica desde os 11 anos, Salomão do Reggae, 33, manda na lata: “Nunca fui doidão, nunca usei drogas na vida”. O cantor teve uma banda de soul aos 17 anos e abraçou o reggae quando começou a conversar com “uma galera que estava na rua, de dread, tatuada. Comecei a evangelizá-los”. No repertório de Salomão, que grava o primeiro CD, estão músicas como o reggae antimaconha Baseado em quê? e Menina tatuada. “Fazemos muitos trabalhos em centros de recuperação”.

sábado, 6 de julho de 2013

KILLERS, PEARL JAM, AUDIOSLAVE

Achei três resenhas minhas que saíram originalmente no meu antigo blog, o Discoteca Básica, e que estavam republicadas no site Galeria Musical. Todas as três são de álbuns que foram lançados em 2006. Queria achar o material antigo do meu blog, mas está nuns CD-Rs que não sei direito onde foram parar. Uma hora acho e republico os melhores textos aqui.



"SAM´S TOWN" - THE KILLERS (2006) - O segundo disco da banda norte-americana The Killers era aguardado. E como. Após Hot fuss, o alegre primeiro álbum, no qual a banda unia tudo o que conhecia de Duran Duran, New Order e The Cure (este, clara influência nos vocais de Brandon Flowers) e criava hits excelentes, muita gente poderia apostar num segundo álbum melhor ainda - e a banda até que colaborou para tais expectativas, dellarando que o segundo álbum seria "um dos melhores discos de rock dos últimos 20 anos". De Sam's town , dá pra dizer que valeu a intenção de Brandon, Ronnie Vanucci (bateria), Dave Keuiining (guitarra) e Mark Stoermer (baixo).

Gravado parte num estúdio dentro de um cassino em Las Vegas, terra dos caras, parte em Londres, o disco novo vem num tom mais depressivo, distante das ótimas canções do disco anterior. Deixa entrever um certo apego a conceitualismos que pouco têm a ver com o que se espera de uma banda festeira como os Killers. O lance é que, de qualquer jeito, é um disco ousado. 

A faixa-título, que abre o CD, tem um tom épico e quase operístico em alguns momentos - embora tais detalhes se encaixem na argamassa dance-rock que a banda já criara em seu disco anterior, sem muitos problemas. Logo depois, vem um interlúdio de piano-e-voz que convida o ouvinte a embarcar na do disco: "Esperamos que você aproveite a estada/É bom ter você com a gente/Mesmo que seja só por um dia". O mesmo tom épico continua em When you were young, bom hit, repleto de riffs com referências power-pop, mas bem inferior a eles mesmos há dois anos.

É nessa base que a banda talvez jogue algumas duchas de água fria em vários fãs, já que mesmo os hits mais dançantes do disco são caídos, se comparados aos de Hot fuss. O grupo tem sido acusado por muita gente de tentar copiar o U2, coisa que nem é mentira: Brandon Flowers, que já soou idêntico a Robert Smith do Cure, dessa vez imita Bono Vox direitinho - seja em Bling (Confession of a king), cujos riffs e arranjo também são chupação direta do grupo irlandês, seja na pesada For reasons unknown, a cara do U2 dos primeiros anos. Vai soar até clichê repetir o que todo mundo já disse, mas é isso aí - e provavelmente as escolhas dos produtores Flood e Alan Moulder, conhecidos por seus trabalhos com os irlandeses, não vieram à toa.

Nada disso torna Sam's town um disco fraco, chato ou vazio. As músicas são boas, mas estão distantes do que se esperava da banda em termos de qualidade. O problema é quando um segundo álbum dá saudade do primeiro disco, da expectativa que se criou em torno dele e da alegria dos hits iniciais. Ou quando a banda vem, num segundo disco, com um número maior de canções um tanto repetitivas (e tomara que eles não queiram fazer da breguinha Read my mind uma Somebody told me do segundo disco).


Como momentos que provavelmente muita gente vai curtir, vale citar a beleza da dançante Bones, a balada pesada Uncle Johnny (que, dizem, foi feita por Flowers para seu tio, que pegava pesado demais em drogas). A imitação de Bono & cia fica só na música. Flowers continua o mesmo doidão de sempre, a ponto de fazer da faixa título do disco um inventário da putaria da sua terra natal. 

Ainda bem, porque se Sam's town fosse um disco cabeça, seria frustrante demais. Mas falta organização ao disco, como se fossem dez faixas (na verdade doze, mas há ainda o tal "interlúdio" e um "encerramento" quase igual) costuradas na pressa - nenhuma delas rendendo "a" grande canção que a banda precisava. O resultado é que Sam's town é um disco que talvez fosse ouvido de outro jeito se estivessem os Killers lá pelo quarto ou quinto disco. Saído logo agora, parece que o peso do "segundo disco" fez mal a eles.



"REVELATIONS" - AUDIOSLAVE (2006) - Um ligeiro acento yuppie começa a assombrar uma das bandas mais interessantes dos últimos tempos, em seu terceiro disco, Revelations - coisa que faixas como Broken city não escondem. O Audioslave, na verdade, sempre mereceu aqueles elogios às avessas, escondendo sarcasmo - tipo "a banda é legal porque lembra demais Led Zeppelin" (caso da chupação de Whole lotta love em Cochise, o primeiro hit). Só que difícil não reconhecer que Audioslave e Out of exile, os anteriores, são dois grandes discos.

E agora a coisa mudou. Em Revelations, a idéia parece ter sido deixar o peso inspirado em Led-Black Sabbath um pouco de lado e investir mais no groove - que só sai fora no fim do disco, em faixas como a sombria Nothing left to say but goodbye e a arrastada Moth. Deixar a levada sobrepujar o peso foi uma ótima intenção, e até o guitarrista Tom Morello andou dizendo que o disco é algo como "Earth, Wind and Fire encontra Led Zeppelin". Só que não foi o suficiente para fazer de Revelations um grande disco. Ficou parecendo o lado fraco e repetitivo da Rollins Band (as pioires faixas de Weight e Come in and burn). Chris Cornell, um grande vocalista - mas que já demonstrou derrapar feio em bootlegs e até mesmo no DVD Live in Cuba - parece desperdiçado, preso à fórmulas. Se os discos anteriores eram uma feliz revisão dos riffs do Led e das doideiras do Rage Against The Machine, misturada a outros elementos (como a marcha U2 de Be yourself), agora tudo parece igual, como se tudo tivesse sido feito às pressas. E provavelmente foi.

Para a alegria da galera, tem o tom baladeiro de Until we fall, a sacolejante Sound of a gun, os riffs distorcidos de Jewel of the summertime e, em muitas músicas, uma sonoridade que lembra um pouco o saudoso Living Colour. Mas tudo soa isolado, como pílulas de criatividade em meio à repetição e a vocais e riffs pouco criativos. Uma das músicas nas quais isso fica mais na cara é Wide awake, composta para a trilha do filme Miami Vice (ao lado de Shape of things to come, outra do álbum). Revelations pode entrar para a história como o Presence (aquele disco caído do Led Zeppelin) do Audioslave, de repente. Se é que dá para tecer esse tipo de comparação sem parecer bobo.


"PEARL JAM" - PEARL JAM (2006) - O Pearl Jam está prestes a sair de seu processo de mumificação. Não que a banda tenha sido uma chatice nos últimos anos. Mas esteve perto disso. O público fiel acompanhou tudo ao lado da banda: o Pearl Jam tomou atitudes inovadoras, como a de lançar vários discos ao vivo simultâneos de sua turnê de 2000 e bancar uma rede de "piratas oficiais", administrada pela rede de fâs Ten Club, além de deixar a grandalhona Epic (subsidiária da major Sony) para ingressar na gravadora J Records, bem menor. 

Em termos de música, havia muita gente achando, após alguns discos inferiores ou malucos demais, que eles estavam devendo. A ponto do PJ, ancorado em sucessos antigos e numa postura "roquenrol!" - que une o mistério do Pink Floyd, o hippismo de Neil Young e a "consciência" do U2 em doses iguais - já virar o mais novo fóssil do rock. Ou o caçula dos clássicos, time encabeçado por Bob Dylan, pelos ex-Beatles vivos e pelos Rolling Stones.

Os fâs da banda, que viram o Pearl Jam brigar com grandes corporações (como o gigante dos ingressos, Ticketmaster), sumir da imprensa e mergulhar em disputas internas, sempre estiveram lá. Só faltava mesmo um álbum que pudesse voltar a convencer o público ocasional do grupo - aquele que adorou Ten , a estréia do Pearl Jam (1991), e voltou a dar atenção a Vedder & cia após singles como Soldier of love e Last kiss, no fim dos anos 90. E o disco que pode levar o PJ a voltar a fazer cabeças está nas lojas hoje. 

Pearl Jam já começa impositivo em seu título, que leva apenas o nome da banda. Ouvindo-se o álbum, dá para imaginar que o Pearl Jam já sentia a ferrugem comendo seus calcanhares. O disco pode chamar de volta vários fãs antigos da banda, e pode dar uma renovada em seu público. No álbum, o quinteto ressurge com outra cara, fazendo um hard rock que não se prende a chavões nem requenta a fórmula hardfunkeada que marcou seu início.

Desancando a era Bush em letras enérgicas, Eddie Vedder (vocais), Mike McCready, Stone Gossard (guitarras), Jeff Ament (baixo) e Matt Cameron (bateria) surpreendem pelo número de informações musicais que unem num só disco - bem mais que em momentos iluminados do passado, como o difícil Vitalogy , de 1995. O single World wide suicide, complexo inventário do mundo pós-11 de setembro de 2001, soa ensolarado como o Pearl Jam nunca foi: exibe um insólito lado oitentista da banda, com batida dançante, uma melodia de teor 100% pop se comparada à história pregressa do quinteto e um tom mais para Husker Du (pais do punk melódico, influência cabal em grupos como Green Day) do que para Led Zeppelin. 

O mesmo pode ser dito de Unemployable, capaz de espantar quem sequer imaginasse que o Pearl Jam pudesse ter um lado powerpop - a primeira comparação que vem à cabeça é com o Sugar, a reencarnação do já citado Husker Du. Bem, a faceta alegre resume-se à melodia. Na letra, Eddie Vedder continua olhando para o lado mais fraco da corda: desemprego, falta de grana, poucas chances de sobrevivência, numa acidez que lembra um Bruce Springsteen mais pessimista.

O peso que marcou discos anteriores não foi deixado de lado. E isso seja num hard rock com cara de The Cult (Life wasted, que abre o álbum), seja num punkão com letra visceral (Comatose, lembrando Spin the black circle, do Vitalogy ), seja no folk rock de Gone. Mais inovações surgem em "Parachutes", pérola pop que mostra o quanto a cover de Last kiss (sucesso sessentista regravado pela banda e hit no Brasil entre 1998/1999) modificou o grupo. 

A ecológica Big wave tem um tom punk-new wave que lembra algumas doideiras do Nirvana. Já Marker in the sand, rock´n roll de abertura tribal e refrão na cola de Bob Dylan e dos Stones, conquista pela beleza. A confiança do Pearl Jam no disco novo é tanta que o grupo se arriscou a tostar o saco do ouvinte, fazendo um blues (Comeback) e uma canção sombria e arrastada (Inside job). As duas, no entanto, soam belas e bem colocadas.

Pearl Jam renova o som do quinteto bem na hora em que o rock volta a fazer sentido como música comercial. O cenário inclui roqueiros namorando modelos, festivais de grande porte bancados por empresas de telefonia, e o retorno do público jovem para um gênero que, de tempos em tempos, é dado como morto - mas que agora, adquire respeitabilidade de clássico. Na rara posição de banda sobrevivente da onda de Seatlle, não seriam eles que iriam brincar de dar murro em ponta de faca.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

EXPOITAGUAÍ 2013



Já foi em Itaguaí? Não?

Bom, se resolver ir lá neste fim de semana, está tendo ExpoItaguaí 2013, com shows de Michel Teló, Daniel, Sorriso Maroto, Zeca Baleiro, etc.

É a capa do
Guia Show & Lazer do jornal O Dia de hoje. Eu que fiz o texto.










quarta-feira, 3 de julho de 2013

MTV, ZICO GOES

Um papinho rápido com Zico Goes, da MTV, sobre o suposto fim do canal. 

Saiu ontem em O Dia.

Não estou tendo tempo de postar coisas muito grandes aqui no blog, mas em breve apareço aqui com uma lista dos clipes mais memoráveis que vi na MTV e dos quais, às vezes, acho que só eu lembro - pelo menos nos casos de uns cinco deles eu já tive que passar horas refrescando memórias alheias.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CADÁVER PEGA FOGO DURANTE O VELÓRIO

Minha lista de coisas que eu deveria ter feito em 2012 é enorme, e uma delas ainda queima minha mão: deveria ter me encontrado com a Fátima Lannes para ela me passar o CD novo do Fernando Pellon, lançado de forma independente no ano passado. Se você nunca ouviu, anote aí: Pellon é um dos compositores mais originais do Brasil. Gravou seu primeiro disco, Cadáver pega fogo durante o velório, de forma independente, em 1983, apontando para uma bizarra mistura de samba de raiz e tosqueira musical - soando como um pré-Rogério Skylab. Vale muito ouvir esse disco novo dele - que recentemente ganhou uma crítica bastante positiva na Billboard Brasil, assinada por Tárik de Souza.

Aqui, você lê o texto que fiz para a seção
Tesouros Perdidos, da Bizz, em 2007, sobre o Cadáver. O disco chegou a ganhar uma edição em CD, bancada pelo próprio Pellon e vendida por ele de mão em mão. Clique duas vezes na foto para ler.