sexta-feira, 28 de junho de 2013

E AÍ, LUANA PIOVANI, TUDO NA BOA?

Achei na internet a matéria abaixo, que fiz com Luana Piovani (sim, a própria) em 18/10/2008 para o Jornal do Brasil. Fiz essa entrevista, lembro bem, aos 45 minutos do segundo tempo para fechar o Caderno B de domingo, no qual ela saiu. Era uma sexta-feira à noite, eu estava só adiantando algumas coisas da Programa da semana seguinte - fazia a parte de shows da revista - e estava sem matéria para a edição dominical, quando caiu nas minhas mãos a tarefa de recolher perguntas com todos os editores presentes na redação para entrevistar a Luana por telefone.

Ficou tão bom (por causa das perguntas que recolhi, óbvio) que derrubaram algo do
B para dar isso na contracapa, espaço nobre do saudoso caderno cultural do Jornal do Brasil. Luana, diga-se, foi bem elucidativa nas respostas e não foi antipática, como falam dela por aí. Só lembro de ela não gostar particularmente da última pergunta. Reagiu mal, soltou algo como "olha, não sei qual a necessidade de perguntas como essa, sabia? Que coisa!", nada mais que isso. Normal, acho. Imagine se fosse com você (o link original está aqui).


LUANA PIOVANI ESTÁ CASADA COM O TEATRO
Publicado no Jornal do Brasil em 10 de outubro de 2008



Controlar o medo em situações novas não é fácil, mas Luana Piovani, prestes a estrear o monólogo Pássaro da noite, de José Antônio de Souza, na próxima sexta-feira, no Teatro Leblon, diz estar lidando bem com seus temores. Apesar de ter escrito em seu blog que, por causa da peça, não consegue explicar o tamanho do medo, da insegurança que dá fazer algo tão arriscado, revela que o frio na barriga está apoiado no fato de se ver sozinha no palco mas ele vem diminuindo. A atriz retoma o affair com a TV em plena atividade no teatro (participa em novembro da série Faça sua história) e aguarda a estréia de três longas nos quais atuou. Vem contornando as demais dificuldades de antes da estréia, como burocracias do Ministério da Cultura e, como acredita, a pouca vontade de certas empresas de associar sua marca a um texto politicamente incorreto - foi noticiado que o espetáculo captou inicialmente apenas 20% do orçamento previsto.

Como você chegou a Pássaro da noite?

Há dois anos e meio, o Marcos Alvisi me apresentou ao texto e eu me apaixonei por ele. E fui pedindo para ele me esperar. Estive fazendo teatro nesse tempo todo, em turnês de quarta a segunda que ficaram bem maiores do que esperávamos. E ainda emendei três longas. O Alvisi me aguardou, é uma pessoa maravilhosa, nossa relação é de carinho, de muita confiança.

E as dificuldades burocráticas para captar recursos? Como driblou?

Nada teve de ser mudado. A única coisa que aconteceu é que estou fazendo a peça com menos dinheiro do que gostaria de fazer, porque é mais difícil conseguir captar recursos para um espetáculo cujo texto é politicamente incorreto. As empresas têm essa dificuldade. Têm vontade de colocar sua marca apenas ao lado de coisas que elas consideram 100% corretinhas. Mas foi eu começar a produzir e o espetáculo aconteceu, começou a andar. Mas não mudei nada.

A peça é produzida por sua empresa, a Luana Piovani Produções. Você optou por produzir suas próprias peças para ter mais liberdade em escolher os papeis?

Foi para poder realizar meus sonhos. Comecei a produzir para que as peças fossem realizadas.

Você se sente mais à vontade sozinha ou acompanhada no palco?

É mais tranqüilo dividir o palco com outras pessoas. Quando se está sozinha tem mais desafio, você se sente mais vulnerável. O frio na barriga foi diminuindo, e estou melhorando a cada dia.

O que você pensa dessa onda de ex-participantes do Big Brother Brasil em novelas?

Nem tenho alguma opinião formada a respeito, até porque não assisto a isso. É uma coisa que não passa pelo meu dia-a-dia, não passa pelas minhas questões, então não sei dizer. Acho que as oportunidades existem na vida e é válido quando a gente agarra e usufrui delas. Se alguém tem a oportunidade e aproveitou para evoluir, para estudar, então está tudo ótimo.

Você tem sua vida pessoal muito devassada pela imprensa e pela indústria de celebridades. Não teve medo de se expor mais agora, ao aparecer só no palco?

Não, de jeito algum. Inclusive, tenho medo de poucas coisas na minha vida e, entre essas poucas coisas, não está o teatro. O palco é uma coisa que me dá prazer, não medo. Eu tenho medo é da polícia, da política corrupta do Brasil.

O que você tem a dizer aos paparazzi que a perseguem?

O que eu tenho a dizer? Não tenho nada a dizer para eles. Não os conheço, não são meus amigos.

O que você achou da polêmica do nu que o Pedro Cardoso levantou recentemente?

Nem li sobre isso. Eu estou prestes a estrear, nem parei para ver isso direito.

Aliás, você chegou a ficar nua no cinema, numa cena com o próprio Pedro, no filme O homem que copiava...

Nudez que só existe para vocês que estão vendo, né? No filme eu tiro o vestido para uma câmera de costas para mim. Quando a câmera foi para a frente só apareceu meu close.

Certo. Mas como você encara a questão do nu no cinema ou no teatro?


Olha, se eu for falar de uma peça que eu adoro, em A alma imoral, a atriz (Clarice Niskier) fica nua na peça e é como se ela estivesse de burka contando a história. Não me senti agredida em momento algum.

Você segue algum tipo de escola de teatro?

Sigo a escola realista de teatro e meu mestre se chama John Strasberg. Ele é filho do Lee Strasberg, do Actor's Studio. Não dá aula de teatro nem no Actor's nem no Lee Strasboutg Studio. Sempre aluga um teatrinho e dá uma aula para algumas turmas. Estudei com ele na Califórnia e em Paris. Onde ele vai eu vou. Sabe aquela coisa do Oh captain! My captain!, do filme Sociedade dos poetas mortos? É isso.

Você ainda se incomoda com o fato de ter que provar para certas pessoas que pode fazer um trabalho mais profundo?

Nunca me preocupei em provar nada para ninguém. Construí minha carreira de acordo com a minha vontade de fazer o que poderia me agregar conhecimento e conteúdo. Acho que, de tanto fazer terapia, há 13 anos, e de escutar todo esse tempo minha mãe me dizendo coisas sensacionais em casa, consegui isso. A gente conquista respeito com trabalho, e eu trabalho desde os 14 anos. Com 20 já era respeitada.

Você está fora da TV há bastante tempo...

Vou voltar agora em novembro, para fazer uma participação no seriado Faça sua história.

Exato, mas não tem sido comum ver você na televisão. Valeu a pena ter trocado o glamour das novelas pelo teatro?

Sim. Digo que sou casada com o teatro e tenho um affair com a televisão. Tenho muito orgulho da minha carreira. Quando você quer construir uma coisa com mais estrutura tem que se arriscar. E estar no teatro é o que mais me realiza profissionalmente.

Você tem projetos para o cinema?

Rodei três longas e estou esperando suas estreias. Fiz Insônia (do gaúcho Beto Sousa), Mulher invisível (de Claudio Torres) e Família vende tudo (de Alain Fresnot). São meus projetos para o futuro. Assim que li os roteiros me apaixonei, e tive a oportunidade de trabalhar com muita gente talentosa.

Muita gente diz que você é chata. Isso é uma pose ou uma proteção contra os chatos que te perseguem?

Nada disso. Isso é uma opinião de quem fez essa pergunta. Se você perguntar para as pessoas que trabalham comigo ninguém vai me achar chata.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

MEMÓRIAS DO SAMBA

No sábado, tem lançamento do primeiro caderno de depoimentos da série Memórias do samba, no Centro Cultural Cartola. Fiz uma matéria sobre isso que saiu hoje, quinta, em O Dia. Leia aí (clique duas vezes na imagem para ampliar o texto e as fotos).

TERAPIA DE RISCO

Minha humilde opinião sobre o filme Terapia de risco. Saiu em O Dia. Clique duas vezes na imagem para ler.

Acho que tá em cartaz ainda. Veja.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

MARÍLIA GABI GABRI... ZZZZZZZ

Hoje tem sexo com Marilia Gabriela no SBT, no programa Gabi quase proibida. O esquema é mais ou menos o mesmo do De frente com Gabi, que ela mantém no mesmo canal: fuça-a-fuça, foco no papo com ela, conduzido por ela, etc. O convidado da estreia é Ney Matogrosso que, prevejo, vai falar do seu namoro com Cazuza, da ocasião em que ele transou com mais de 15 sujeitos e sujeitas, do fato de ele ter passado ileso pela Aids, de como era o sexo nos anos 70 - enfim, nada que você já não tenha lido por aí. Achei meio sono, mas para emitir alguma opinião teria que assistir ao programa. Ou melhor, assista você. Tenho mais o que fazer.

Se alguém se interessar, tem essa matéria que fiz na coletiva de lançamento do programa - que rolou semana passada no SBT, em São Paulo. Saiu ontem em
O Dia.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

EDNARDO E O PAVÃO MYSTERIOZO


Hoje, segunda-feira, dia 24 de junho, ninguém (ninguém mesmo) me tira da frente da TV na hora em que começar o remake de Saramandaia. Só tinha ouvido falar da novela por quem tinha idade para assistir e hoje vou ver - com outros atores, mudanças no roteiro, etc, mas vou assistir.

Falando nisso, bati um papinho com Ednardo, que cantava o tema de abertura da novela,
Pavão mysteriozo. A música volta no remake, mas como tema exclusivo do personagem João Gibão (Juca de Oliveira, no original de 1976, e Sérgio Guize, na versão). Ednardo falou bastante sobre sua carreira, sobre seus discos, sobre como a música foi composta e gravada, sobre seu amigo Belchior e falou que deve lançar em breve um DVD duplo. Saiu hoje em O Dia. Clique duas vezes nas imagens para ler.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O ANJO SURFISTA

Saiu ontem no O Dia: um papo com Manoel Arouca, escritor moçambicano radicado em Portugal, que acaba de lançar o livro O Anjo surfista, sobre a vida do médico, seminarista, surfista e talvez futuro santo Guido Schaffer. Clique duas vezes nas imagens para ler.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

POR QUE O PUNK BRASILEIRO DEVERIA SER A TRILHA SONORA DAS MANIFESTAÇÕES PELO PAÍS

O motivo, na verdade, você vê em Botinada, documentário classe A dirigido por Gastão Moreira, disponível em DVD. Conta com detalhes a formação do punk no Brasil. Mas os motivos para todo mundo pesquisar o repertório das chucras formações punks dos anos 80 seguem aí.

- Porque produziu clássicos que até hoje são excelentes trilhas sonoras para toda e qualquer revolta. E cujas letras parecem ter sido feitas hoje. Já conferiu Pânico em SP ePátria amada, dos Inocentes? Pela paz em todo o mundo, do Cólera?

- Para quem é petista, aí vai: a ligação do movimento punk com o movimento sindical e com a própria chegada da esquerda ao poder é real e nunca foi bem pesquisada ou explicitada. Só o movimento punk do ABC, repleto de metalúrgicos, daria um livro à parte.

- Porque antes de ser de "esquerda" ou de "direita" é um movimento revoltado  - mais para as causas do que se entende como esquerda, claro, mas revoltado. Onde mais você encontra revolta hoje em dia no rock nacional e na MPB? (sabemos que você pensou nesse cara aqui - mas para mim Lobão é outro departamento, bem mais rancoroso do que revoltado).

- Porque produziu dois seres midiáticos (os self made men João Gordo e Clemente, vocalista dos Inocentes, hoje também na Plebe Rude), um multimúsico (Mingau, hoje no Ultraje A Rigor e no Agora é tarde, da Band), um grande letrista (Redson, do Cólera) e pelo menos dois heróis da guitarra (Fejão, do Escola de Escândalos, e Jão, dos Ratos de Porão). Ninguém fala muito disso. 

- Porque o caos, até hoje, tem muito a ensinar. Mais do que se imagina.

- Porque eu adoraria ver multidões nas ruas cantando isso aqui. Ou isso aqui. Ou isso aquiPra não dizer que não falei de flores, do Geraldo Vandré, já deu.

- Porque deram lições que valem até hoje. Antes mesmo do estouro da Blitz (e do auge do rock brasileiro dos anos 80), os punks se juntavam, lentavam uns trocos e gravavam discos como Grito suburbano (1982), O começo do fim do mundo (1983). E movimentos parecidos aconteceram em todo o país, como a galera dos Replicantes em Porto Alegre (montaram o bar-gravadora Vórtex) e o pessoal de Brasília (toda a movimentação punk de lá). Era tudo sem apadrinhamento, sem grandes gravadoras - elas só foram acordar para isso depois. Era sem muita esperteza e muita experiência também, é verdade. Mas o que vale é correr atrás.

- Porque antes do Facebook, essa galera já havia criado sua própria "rede social", enviando cartas a R$ 0,01 (cartas sociais, lembra?), trocando correspondência e discos com punks de fora do país e fazendo amizades pelo mundo todo. 

- Porque com depredação ou não, com baderna ou não, com sangue derramado ou não, a revolta é inerente a todos. E, muitas vezes, sem ela, não há progresso. Aliás esqueça o "muitas vezes".

- Porque mostrou que, com dois acordes e instrumentos vagabundos, qualquer um pode.

- Porque quando ele passou a arranhar a mídia, fez mais barulho ainda. E criou filhotes que até hoje são ícones do barulho nas ruas e nos palcos. Como esse aqui, esse aqui e esse aqui. E esse aqui.

- Porque o punk permite a você ser revoltado e "de butique" - afinal, diz a história, o movimento punk britânico nasceu numa butique, a Sex.

- Porque os Garotos Podres, punks do ABC, cantavam: "Não acredite em falsos líderes". Decore essa frase, escreva na parede do seu quarto, faça uma faixa, pinte uma camiseta e leve para a manifestação: é tudo o que as pessoas precisam lembrar quando chegar a hora de votar.

Foto: Rui Mendes (reproduzida da internet e usada sem permissão). Punks de São Paulo nos anos 80. Da esquerda para a direita, Kraneo, Clemente (Inocentes) e Tiozinho.

terça-feira, 18 de junho de 2013

LUIZ CALAINHO

Uma conversa franca com Luiz Calainho, que tá lançando um livro (bom, na minha opinião) sobre sua trajetória profissional, com toques interessantes para quem quer se aventurar no mercado. Saiu hoje em O Dia. Clique duas vezes na foto para ler.

O papo ficou bem maior que isso. De repente publico aqui.





ALCIONE

Uma conversa franca com Alcione, que acaba de lançar o disco Eterna alegria. Saiu hoje, terça, em O Dia. Clica aí duas vezes na foto pra ler. 


sábado, 15 de junho de 2013

MARK BEGO E WHITNEY HOUSTON

O pesquisador musical Marcelo Froes acaba de estrear sua editora Sonora, que se dedica à tarefa de lançar livros musicais. O primeiro livro é uma biografia da cantora Whitney Houston, escrita pelo "príncipe das biografias" Mark Bego. E vem mais por aí. Dei uma colaborada com algumas perguntas nesta matéria que Leandro Souto Maior fez sobre a bio da Whitney e sobre a editora, que saiu em O Dia.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

FESTIVAL SERTANEJO SBT

Neste sábado, estreia o Festival Sertanejo SBT, espécie de Fama do sertanejo, mas com algumas diferenças. O enfoque é na descoberta da melhor canção inédita do sertanejo de 2013, não na descoberta de "o" cantor ou cantora que dominará as paradas. A diretora Leonor Corrêa acredita que hoje em dia a música vem na frente, "as pessoas primeiro conhecem Ai, se eu te pego, depois é que vão conhecer mais a fundo o Michel Teló". Fui a São Paulo conhecer as instalações do SBT em Osasco, participei da coletiva de lançamento e bati um papo com todos os envolvidos - e conversei bastante com Pedro Leonardo, filho do cantor Leonardo, que faz seu primeiro trabalho após o acidente que o deixou um mês em coma. Clique duas vezes nas imagens para ler a matéria.













quinta-feira, 13 de junho de 2013

CANTADAS NERDS


Nerds, aqueles caras que sentam na frente, colecionam selos búlgaros, não se relacionam com nenhuma garota... É melhor você rever seus conceitos. Se o mundo hoje mora no Facebook, é por causa de um nerd. Se os oclões hoje estão na moda e são usados até por figuraças como o funkeiro Naldo, também tem nerdice nisso aí. Na verdade, não é de hoje que o mundo deve muito aos nerds. Mas, graças ao lançamento de um livro bastante curioso, Piadas nerds: As melhores cantadas nerds tudo justificado para que seja feita uma matéria de dia dos namorados com essa galera. 

Bati um papo com o trio de autores do livro e com outros casais nerds para uma matéria que saiu ontem em O Dia. Clique nas imagens duas vezes para ler. Fotos de José Pedro Monteiro e Uanderson Fernandes, diagramação (bem legal, por sinal) de Mariana Erthal.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

RENATO RUSSO ERA CHATO? BOM...

Renato Russo não está voltando à mídia. Ele nunca saiu dela. Tem dois filmes rolando ao mesmo tempo e que têm a ver com sua vida e obra - Somos tão jovens o retrata na juventude e Faroeste caboclo tenta levar para as telas a história de justiça, honra e amor que ele escreveu em 1979 e gravou em 1987. O cantor da Legião Urbana, morto em 1996, é um gênio para muitos e um pentelho para tantos outros - afinal, qualquer banda ou artista famoso tem fãs e detratores. 

Em 2011 um Tumblr decidiu fazer piada com isso, mostrando que Renato Russo era um grande poeta, um cara legal, um cantor sem igual, um letrista incomparável... mas e se ele fosse seu brother e respondesse a todas as suas indagações com trechos de letras compostas por ele? Renato Era Chato, o site em questão, bateu recordes de visitação na primeira semana e ainda está no ar. Bati um papo com os editores, na época, para o Laboratório Pop. Curtam aí (e clique duas vezes nas fotos para ler as tirinhas).


O MITO, A LENDA, O GÊNIO, O CHATO
Tumblr brinca com a obra de Renato Russo e bate recordes de visitação na primeira semana
Publicado no Laboratório Pop em 28 de novembro de 2011


Imagine se Renato Russo fosse seu colega de trabalho, primo, amigo de infância. E respondesse a qualquer indagação ou afirmação do dia-a-dia com versos tirados de sua própria obra - entre eles, trechos das vetustas e clássicas Giz, Será, Vinte e nove, Os anjos, Meninos e meninas e outras canções da Legião Urbana. A premissa absurdamente simples do tumblr de cartuns Renato Era Chato (http://renatoerachato.tumblr.com) vem causando risos e surpresas em alguns leitores, com uma espécie de homenagem-brincadeira.


Lançado na última quarta (23 de novembro de 2011), chegou em pouco tempo a "36 mil visitantes únicos, quase 7 mil compartilhamentos no Facebook, um número absurdo de menções no Twitter e mais de 1600 seguidores no Tumblr", como diz seu co-criador Adriano Brandão, editor-chefe da revista virtual Vem, gente - espécie de Caras das redes sociais. Adriano divide a tarefa com a publicitária e diretora de arte Leticia Faddul, a Leticce, que faz os desenhos. Ela se diz feliz por não ter recebido nenhuma mensagem mal-educada de fãs xiitas da banda. "Devo confessar que estava com medo das pessoas não entenderem. O tumblr acabou agradando os amantes de Legião e os haters... Isso é fantástico", afirma.


LABORATÓRIO POP: Como surgiu a ideia de lançar o tumblr? Em pouco tempo ele já estava sendo bastante comentado no Facebook.


Adriano: Eu ouvia muito a Legião Urbana na adolescência, aprendi a tocar violão com as revistinhas de cifras que vendiam nas bancas de jornal. Esses dias eu fiquei imaginando o Renato Russo soltando essas frases dele em possíveis situações do cotidiano e que poderiam ser bem engraçadas. Aí convidei a Leticce para desenhar as histórias. Nos primeiros roteiros sempre tinha uma frase de fechamento, mas a Leticce conseguiu traduzir muito melhor com as expressões. Quando recebi as tirinhas por e-mail, dei muita risada. 


Vocês curtem Legião Urbana? Afinal, Renato, para vocês, era chato ou um gênio?  Ou as duas coisas? E por que logo o Renato Russo?

Adriano: Eu estava ontem ouvindo algumas músicas da Legião para fazer os roteiros, algumas músicas eram ao vivo e o Renato sempre falava alguma coisa. O cara vai e me fala algo como "Me adorem, eu gosto de ser adorado". Pô, Renato! hahahahahahahahaha. Escolhemos o Renato porque falar mal do Humberto Gessinger é fácil. Quero ver falar mal de uma lenda, que influenciou gerações.


Leticce: Legião é aquela coisa: você pode odiar, mas já cantou alguma vez na vida com amigos e foi um momento feliz. Ninguém é "imune" a eles, e eles foram (são? ) uma banda muito importante para seu tempo, não dá para ignorar isto. Não odeio Legião, mas também não amo. Respeito, e se tocar no rádio eu não vou mudar a estação. Agora, quanto a ele ser chato ou gênio, imagine você pedir uma receita de bolinho de chuva para o cara e ele responder o que respondeu na tirinha...É um misto dos dois! 




As histórias já publicadas seguem uma fórmula. A ideia é que ela seja seguida? 


Adriano: O tumblr é mais do mesmo. Vamos fazendo enquanto estivermos rindo muito das histórias - ou até quando rolar um processo. A Leticce tem feito durante a noite as tirinhas e temos algumas guardadas. Mas vamos acabar divulgando tudo de uma vez. Tumblr tem vida curta, igual vida de vocalista de banda com 27 anos. É preciso publicar as tirinhas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar...


Leticce: Fiz um "template" para facilitar o processo, tanto de desenvolvimento, quanto para dar o timming da piada. Tento manter sempre em três quadros, para não cansar o leitor e pesar no visual. É uma coisa simples e limpa, com cara de meme. O mais engraçado são as pessoas já querendo saber "tem mais prontas? vocês vão postar quando?". Vou fazendo  conforme recebo os textos do Adriano e o meu pique à noite. Não é uma coisa que demora muito, me "obrigo" a finalizar uma tirinha no tempo de duração de Faroeste caboclo...Espera, eu disse que não demora? hahaha


Qual o melhor e o pior momento de Renato Russo como letrista?


Adriano: Pra mim, o melhor momento é quando você vê uma rodinha de amigos, com um violão, e a galera toda cantando as músicas dos caras. Tem muita gente que torce o nariz, vai em festival indie por aí, mas tem uma pastinha de músicas da Legião escondida no quarto. Não vou lembrar de um momento ruim como letrista, mas algumas músicas dão uma demorada pra entender, acabar. Ou pode ser que eu seja burro demais pra entender tanta genialidade.


Leticce: Não acho sinceramente que ele era ruim. O cara escrevia coisas boas, bem inteligentes e bem construídas.O problema foi a endeusação exagerada que aconteceu com a Legião, que gerou um desgaste em todo resto do não-tão-fanáticos.  Você acaba pegando uma certa raiva da "vibe" e associando indiretamente à banda e ao conteúdo "Já que os fãs são chatos, a banda é chata e a música é ruim". Foi isso que aconteceu.  

Que outros artistas nacionais, para vocês, mereciam um tumblr no estilo "fulano era chato" (mas aí sendo chato mesmo)?


Adriano: Renato Era Chato vai ser único, espero. Espero que respeitem o legado desse gênio. Mas seria muito legal fazer um tumblr de pagode, porque as letras são muito profundas, vivas, viscerais.


Leticce: Outro tumblr? Lá se vão minhas madrugadas, hahaha. Um tumblr de pagode como o Adriano falou seria uma boa, mas também um sobre sertanejo pode ser considerado. Tem letras muito, mas muito interessantes de serem trabalhadas nesse universo... 


Os ex-Legião Urbana Dado Villa Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria) sabem da brincadeira? Se sim, o que acham?


Adriano: Meu celular tocou duas vezes ontem, de números desconhecidos, mas não atendi. Acredito que eram meus credores. Se eles ficarem sabendo, acredito que vão dar uma risadinha, reconhecer as situações e preferirem não comentar (o LABORATÓRIO POP tentou contactar Dado por seu empresário Carlos Taran, mas ele e Bonfá fariam participação num show do Jota Quest durante o fim de semana e não podiam falar).


Leticce: Acredito que "ainda é cedo, cedo, cedo" para eles estarem a par da brincadeira. Mas se souberem e quiserem se manifestar - positivamente é claro - ficaremos muito felizes de receber este feedback. Melhor ainda seria eles confirmassem que o Renato fazia isso, imagina que loucura! Então nós seríamos o primeiro tumblr à la Chico Xavier... Melhor eu parar por aqui, hahaha.

ISIS VALVERDE


Uma conversa franca com Isis Valverde sobre carreira, projetos, o filme Faroeste caboclo e outros assuntos. Saiu no O Dia no domingo passado. Clique nas imagens duas vezes para ler. Fotos de João Laet, tudo clicado no Copacabana Palace. Para quem é fã da Plebe Rude: no final tem umas aspas do Philipe Seabra sobre a trilha sonora do filme.










































terça-feira, 11 de junho de 2013

UM PAPO COM MARTINHO DA VILA

Dois CDs, um DVD e um livro: Martinho da Vila revê sua obra no kit Sambabook. Nos álbuns, lançados pela Som Livre, suas canções são interpretadas por um leque de nomes que inclui gente da MPB, novos sambistas e até uma roqueira (Pitty). No livro, assinado pelo jornalista Hugo Sukman e lançado pela editora Casa da Palavra, todos os álbuns de Martinho são comentados e inseridos no contexto da vida pessoal do cantor-compositor. Quem conhece poucos discos da obra do cantor vai se surpreender com a riqueza de detalhes.

Bati um papo com Martinho para
O Dia sobre os lançamentos e a entrevista na íntegra tá aí. Vou colocar aqui as entrevistas que fiz com Michel Teló e Marcelo D2 assim que me livrar de uns trabalhos.


Como foi ver sua obra reunida no livro?

Olha, foi muito bom, fiquei impressionado! Como foi que o Hugo conseguiu fazer esse trabalho todo em tão pouco tempo? Foi num tempo curto, ele conseguiu comentar sobre cada disco...


Você achava que essa questão de cada disco seu ter um conceito ficava clara para o seu público?

Não, acho que não ficava... Eu sempre faço um disco a partir de uma ideia, e como se fosse todo ele um enredo. Nem todo mundo saca isso ao ouvir o disco e ao perceber as sequências das músicas, que têm sempre algo a ver. E ele percebeu isso.


Muita gente sequer sabia que você tinha parcerias com nomes como João Nogueira e Paulinho da Viola. Como foram feitas essas músicas?

Pois é, geralmente eu tenho alguns parceiros... Um pessoal que está ali: João Donato, João Bosco. Eles me dão um embrião de música, uma letra, uma melodia. Nunca foi algo de sentar junto para compor. Como foi com Hermínio Bello de Carvalho: faço uma melodia, ele põe uma letra, etc.


No Sambabook, você gravou com a Pitty em Roda ciranda...

Pois é, eu queria botar um pessoal diferente no disco. Um pessoal que nem era tão esperado. Me sugeriram a Pitty e eu gosto muito dela, uma vez nos encontramos e ela disse que curtia muito minhas músicas. Me sugeriram e falei: "chama ela aí, se ela topar...". Ela topou e, para minha surpresa, ela escolheu Roda ciranda. Não é uma música fácil de cantar, tem variantes, muda de pulsação...


Você tem muito contato com a galera do rock? Uma vez você disse que ouviu do Chorão que ele se inspirou em você.

Olha, na época desse DVD eu pensei no Chorão, mas infelizmente... Nos encontramos numa feira de música que tem em Canela (RS) e fomos tomar uma cerveja. Ele disse que tinha muita vontade de me conhecer, que quando começou a cantar pensou no meu jeito. 


Quando você começou a carreira, ainda estava no exército. Chegou a enfrentar mesmo desconfiança de alguns colegas?

Teve um período em que rolou um certo apedrejamento. Muita gente do exército ficava infiltrada em todos os setores da sociedade... Uns me chamavam de direitista,  achavam que eu era delator, dedo duro. E ainda tinha gente do exército que achava que eu era comunista. Depois é que tudo firmou.


O Sambabook vem com um aplicativo para iPhone. Você curte essas coisas?

Não uso muito, não. Eu tenho e-mail desde quando ele surgiu no Brasil. Tenho site há muito tempo. Mas nem sou um grande internauta, uso computador mais para escrever, pesquisar alguma coisa no Google.


Você sempre teve uma postura calma diante da vida. No que isso te ajudou?

Não me irrito com facilidade. Tenho mesmo uma capacidade boa de me transformar, digamos assim. Não ligo muito para o que os outros falam. Mas tem coisas que me irritam, sim. Calúnia me irrita, racismo...


Como era na hora em que seus filhos tiravam nota baixa, faziam bagunça, etc?

Nunca fui muito esse tipo de pai presente o tempo todo.  A pessoa pública, artista principalmente, que diz que é um pai padrão, está mentindo. A gente vive mais fora de casa do que dentro. Hoje até que sou um cara mais caseiro. Os mais novos até receberam mais atenção. Eu aproveitava sempre para ficar disponível quando podia. Mas nunca fui um pai repressor, nem aquele tipo de pai que ia em todas as reuniões da escola.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

E AÍ, VANESSA, BELEZA?








No domingo, Vanessa da Mata encerrou a turnê Nivea Viva Tom Jobim com um show na Praia de Ipanema, cantando só músicas do autor de Garota de Ipanema e Desafinado.

Bati um papo com ela para a capa de domingo do
O Dia. Ok, a matéria já desatualizou, é factual, mas para os fãs dela, segue aí. Divirtam-se.

domingo, 9 de junho de 2013

SOU PLAYBOY E VIVO NA FARRA

"Perdemos a Playboy", diz o Marcelo Rubens Paiva em crônica publicada no Estadão. Será mesmo? Fala-se de falta de grana, pouco interesse na nudez de ex-BBBs e Panicats, dizem que o fato de as fotos da revista caírem em blogs piratas provoca a baixa nas vendas, etc.

Marcelo engrossa o coro dos que põem a culpa do suposto fim na qualidade das mulheres escolhidas. Olha aí: "Sair na sua capa virou deboche. Assessora parlamentar DENISE ROCHA chama atenção na CPI do CACHOEIRA? Teve vídeo de sexo vazado na internet? Tudo bem. Aparece logo logo sorrindo na capa da Playboy. Assistentes de palco do Ratinho, Luciano Huck, Faustão, figurantes do Zorra Total, funkeiras, deram a dica: a revista abandonava seu leitor cativo, seduzido ainda nos anos 1970, e buscava o público adolescente ligado em programas da TV aberta".


Como "menino tão só no antigo banheiro" (como dizia Gonzaguinha) nos anos 80, lembro que essas fases ruins sempre aconteceram na revista, como rolaram em qualquer publicação veterana. Fases ruins e boas, aliás, acontecem em qualquer situação duradoura. Incluídos aí namoros, casamentos, amizades, empresas, armazéns, armarinhos. Normal.

Quem vê essas reclamações pensa que a revista, há duas ou três décadas, só trazia supermodelos e atrizes famosíssimas. Que eu lembre, para cada mulherão de porte, apareciam milhares de moças que estavam na mídia por motivos bizarros. Nos anos 80, botaram na capa a Rosenery Mello (a fogueteira, lembra?). E a Márcia Rodrigues, menina que aparecia por míseros segundos (míseros mesmo) na primeira abertura do Domingão do Faustão. Nos 90, foi a vez de uma loura chamada Wanya Guerreiro, que foi amante, ao mesmo tempo, de PC Farias e Pedro Collor. E da Veronica Castiñeira (lembra?). Todas foram capas. Dançarinas, atrizes e mulheres-samambaia de programas como o Planeta dos Homens e o A Praça É Nossa aparecem na revista desde os anos 70 (no caso do primeiro) e 80 (no caso do segundo).

Ou então namoradas de pegadores famosos - acredite, o jornalista esportivo Fernando Vanucci já foi um bom fornecedor, já que dos lados dele saíram gostosas como Marinana Costa e Marcella Praddo. Tenho lido pouco a Playboy, mas talvez faça falta aí uma certa pegada de olheiro - que já levou mulheres desconhecidas e gatinhas da praia de Ipanema (ou de outras praias do Brasil) para capas e pôsteres. Alguém sabe onde foram parar as irmãs Angela e Ana Emerick, que apareceram no pôster de uma Playboy antiga, de 1985, 86? Para mim, que tinha onze anos na época, foi inesquecível. Bom, acho que o mesmo pode ocorrer hoje com a Babi Rossi ou a Carol Narizinho. Algumas coisas mudaram, como tudo muda.


Bom, tudo isso é para dizer que não sei se é bem assim como andam falando, não. Longa vida à primeira revista "de adulto" que li na vida e, como dizia um ex-professor meu de História, "chora, azulejo!".

sábado, 8 de junho de 2013

FAROESTE CABOCLO - EU VI

Minha opinião sobre o filme Faroeste caboclo. Saiu na semana passada no O Dia. Clique duas vezes na foto para ler.

Eu se fosse você ia ver, para ter sua própria opinião. Mas o que eu penso é isso aí.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

PAT METHENY MAIS FELIZ DO QUE PINTO NO LIXO

Olha o Pat Metheny aí, gente! O guitarrista americano de jazz vem segunda-feira ao Vivo Rio fazer um show, em pleno BMW Jazz Festival, trazendo sua Unity Band - projeto que o faz pular de alegria pela possibilidade de tocar com uma banda "que pode ir a qualquer direção musical, e vai!". 

Quem conhece Pat sabe que ele é um cara ousado, maluco no bom sentido e que não foge de desafios. Já gravou um disco barulhento que mais parece coisa do Sonic Youth (o controverso Zero tolerance for silence, de 1994), fez diversos álbuns de duetos, homenagegou as maquininhas de música orquestral com um disco realizado com instrumentos customizados (Orchestrion, de 2010) e entrou para a história do jazz no Rio, nos anos 80, por causa de memoráveis shows aqui. Em 1985 veio ao Free Jazz, voltou no ano seguinte para encarar o palco do saudoso Jazzmania e ainda tirou onda engatando um namoro com Sônia Braga.

Por uma dessas artimanhas que só o trabalho diário numa redação de jornal explica, Leandro Souto Maior entrevistou o cara e eu acabei fazendo o texto. Que você lê aí na foto ao lado - clique duas vezes para não precisar de lupa. Saiu no
O Dia.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

ANA CAROLINA E O RANKING DAS TRILHAS DE NOVELAS

Não adianta ligar para a Som Livre e - não fiz isso - acredito que não adiante nem ligar para a Globo. Ninguém tem um ranking de números de músicas emplacadas por artistas em novelas. Inclusive porque se trata de dados muito bizarramente salpicados pela internet, até porque há novelas da Globo, do SBT, da Record, da Band, das finadas Tupi e Manchete, minisséries, mininovelas, soap raps (Malhação, quando começou, era chamada assim). Esses dados são bastante importantes para se compreender os desvios e as ondas do mercado fonográfico, para entender quem foi moda e quem não foi, para descobrir que muita coisa foi moda sem ser trilha de novela e para verificar que muitos artistas já fizeram parte de trilhas sonoras com sucessos avassaladores e depois... sumiram. 






Bom, essa introdução é só para dizer que quando os meus chefes no
O Dia me pediram um ranking de quem tinha emplacado mais músicas em trilhas de novelas, pensei: "molezinha, vou dar uma meia dúzia de telefonemas e consigo". A ideia era incluir o tal ranking numa matéria de capa sobre a cantora Ana Carolina, que está agora com o novo disco, #AC, nas lojas, e dois temas de novela rolando por aí, já retirados do disco - que ainda tem um tema de filme, composto por ela e pelo violonista Guinga, feito há alguns anos e que só sai em álbum agora. Você lê a matéria aí do lado, clicando duas vezes em cada foto. Leia gostando da cantora ou não - juro, ficou legal. Fotos de Fernando Souza.
Eu falei molezinha? Não, não: para rankear os artistas, pesquisei no absoluto Teledramaturgia.com nome por nome. Fui pegando os nomes que teoricamente mais destacaram na música popular brasileira nos últimos anos e pesquisando um por um. Há quem diga que o Roupa Nova e o Guilherme Arantes são recordistas. Engano: Caetano Veloso, de idade (71), tem quase o número de músicas que incluiu como intérprete (73) em tramas de todos os canais já existentes em nossa televisão. É campeão: Caetano pode até não vender muitos discos, mas "agrega valor", acho. Ou há outros fatores nessa relação que desconheço.





Elis Regina, após morrer, em 1982, foi só aumentando sua posição no ranking. Rita Lee e Milton Nascimento são igualmente bem colocados na lista. Já Roberto Carlos, quem diria, tem bem menos músicas em novelas (só 12) do que "seu amigo" Erasmo - como compositores, ambos fizeram uma trilha inteira em 1972, 
O bofe, mas sem cantar nada. Não saiu no ranking que foi publicado, mas o Skank também tem um número considerável (menos que as 25 atribuídas ao lanterninha Erasmo) de canções em tramas. E Chico Buarque, sumido por vários anos das trilhas da Globo após uma suposta briga com o todo-poderoso José Bonifácio de Olveira Sobrinho (o Boni) correu por fora e chegou lá. Enfim, mais dados, consultem a mim, porque acho que só eu tive saco de tabular isso.

OS MILHÕES DA INTERNET


Nessa semana, a coluna do Leo Dias, aqui em O Dia, deu um suposto esquema de fraudes no YouTube que envolveria nomes conhecidos da música. Leandro Souto Maior e eu fizemos a continuação da matéria na terça-feira, com declarações de artistas, empresários, etc. Clique duas vezes nas fotos para ler.